A sonda espacial Voyager 2 tem quase 50 anos e perde cerca de 4 watts de potência a cada ano, à medida que sua fonte de energia de plutônio enfraquece
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A energia da Voyager 2 estava no limite até a agência espacial apertar um botão e mudar o jogo no meio do nada. Essa sacada de mestre mexeu no sistema elétrico da máquina e garantiu mais um ano inteiro de dados valiosos chegando no nosso planeta diariamente.
A nave está rodando sem parar desde os anos setenta e sua bateria nuclear perde um pouco de força a cada ano que passa. Como ela já entrou no espaço interestelar , cada gota de eletricidade vale ouro para manter os sensores ligados no frio extremo.
O plano original era desligar mais um equipamento científico agora para economizar carga no sistema principal. A equipe não queria perder os dados de uma região ainda inexplorada e resolveu arriscar uma jogada diferente para manter os cinco instrumentos funcionando.
Para evitar o desligamento, a galera da engenharia achou um jeito de desviar o fluxo elétrico de um regulador de segurança que protegia a nave de picos. Uma matéria do portal Space Daily chama essa manobra de “big bang”, já que o painel inteiro sentiu o baque pesado da troca.
Mesmo com a máquina voando a mais de 19 bilhões de quilômetros da nossa casa, o comando enviado da base deu super certo. O equipamento absorveu a nova rotação elétrica e estabilizou as baterias sem queimar nenhum circuito velho da carcaça.
A mudança tira uma camada de proteção importante, mas libera a voltagem exata que os sensores precisavam para continuar trabalhando no escuro. Se rolar alguma oscilação elétrica pesada, a nave precisa aguentar a pancada sozinha e sem o seu filtro principal.
Acompanhe como ficou a divisão de forças na sonda antes e depois do comando:
Mexer em um cérebro eletrônico projetado na década de 1970 é sempre um baita tiro no escuro para os controladores da missão. A variação elétrica livre pode superaquecer alguma placa de vídeo e apagar o computador de bordo para sempre e sem aviso prévio.
Os pontos mais críticos dessa manobra espacial envolvem as seguintes situações:
Com a gambiarra dando resultados ótimos, a máquina continua mandando relatórios fresquinhos da galáxia até o final de 2026 . Depois desse ganho de tempo extra, o nível da bateria vai cair tanto que a base precisará cortar um sensor por vez de qualquer jeito.
Quando a última luz verde do painel apagar perto de 2030 , ela vira apenas um pedaço de metal vagando pelo universo de forma solitária. Até lá, a gente continua torcendo e aproveitando cada sinal fraco de rádio que ela manda lá do fim do mundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.