Qual o impacto das telas em crianças com menos de 2 anos? Estudo descobriu
AGÊNCIA EINSTEIN | O problema do uso das telas nos primeiros anos de vida não é apenas o excesso de tempo diante dos dispositivos.
Na prática, eles substituem interações, brincadeiras e experiências essenciais para o desenvolvimento infantil.
Por isso, o ideal é que crianças dessa faixa etária não tenham nenhum contato com essas tecnologias, segundo uma revisão sistemática, liderada por pesquisadores da Inglaterra, publicada em junho .
A análise compilou estudos sobre os efeitos da exposição precoce a dispositivos eletrônicos.
Os trabalhos apontam que o uso frequente e rotineiro nos primeiros mil dias de vida (ou seja, os primeiros dois anos) está associado a atrasos na linguagem, no desenvolvimento cognitivo e motor, além de pior desempenho acadêmico, alterações do sono, obesidade, problemas de visão e dificuldades no desenvolvimento social.
Há também problemas de neurodesenvolvimento, com aumento de sintomas similares aos de transtornos do espectro autista, já que o uso passivo reduz a interação com cuidadores e pares, algo essencial para o desenvolvimento social.
Isso sem falar no aumento da obesidade, de problemas de sono e de visão.
“A revisão é relevante porque consegue olhar para esse fenômeno de forma mais completa.
A tela deixou de ser vista apenas como um problema de tempo de exposição.
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