O que fez o RBVA11 ser o primeiro FII do Brasil a receber nota da Moody’s — e o que falta para chegar ao nível máximo, segundo gestor
O Rio Bravo Renda Varejo ( RBVA11 ) é o primeiro FII da indústria a receber uma avaliação da Moody’s Local Brasil .
O fundo, gerido pela Rio Bravo Investimentos , recebeu a classificação REF-2.br , segundo nível de uma escala de cinco — em que 1 representa a melhor e 5 , a pior.
A nota indica que o veículo apresenta características acima da média entre os fundos imobiliários avaliados pela agência.
Entre os fatores considerados estão a diversificação do portfólio, a previsibilidade das receitas, o nível de alavancagem, a eficiência operacional e a qualidade da equipe de gestão.
Mas o que, de fato, levou o RBVA11 à nota REF-2.br ? E o que falta para chegar ao nível máximo? Em entrevista ao Money Times , Alexandre Rodrigues , sócio e gestor da Rio Bravo, explicou como nasceu a classificação, os pontos positivos e negativos apontados pela Moody’s e quais são os próximos passos para o veículo subir na escala.
Como surgiu a avaliação da Moody’s O executivo contou que a iniciativa surgiu de conversas entre a própria Rio Bravo e a Moody’s.
Segundo ele, a intenção da casa era obter, com alguma agência de classificação de risco, uma análise que fosse além de uma avaliação tradicional de crédito e levasse em conta as características do RBVA11 enquanto FII.
“A gente queria uma classificação mais completa, não apenas na ótica de avaliar o RBVA11 como um credor, o que seria um rating , mas avaliar o RBVA11 como um fundo imobiliário”, afirmou Rodrigues, ao dizer por que contratou a Moody’s para emitir o parecer.
“Então, eles (Moody’s) vieram aqui, olharam toda a nossa cozinha e atribuíram uma nota para o RBVA como um FII.
Eles nunca tinham feito uma avaliação dessa no Brasil.” O que falta para chegar à nota máxima? Mas mesmo ocupando o segundo nível da escala, o RBVA11 ainda tem pontos a melhorar, de acordo com a avaliação da Moody’s.
Um deles, conforme contou o gestor, está relacionado ao desempenho da cota do fundo , que acumula queda de aproximadamente 13% na bolsa de valores em 2026.
“A Moody’s coloca no relatório uma melhora da precificação no próprio mercado secundário.
Ou seja, o primeiro passo para a nossa nota melhorar seria o papel subir na B3”, afirmou Rodrigues.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.