Adidas processa marca australiana por usar quatro listras em roupas
A Adidas processa a varejista australiana White Fox por vender roupas com quatro listras que, para a marca esportiva, imitam sua identidade visual de três listras, segundo o The Guardian.
A Adidas acusa a White Fox de tentar se aproveitar de sua reputação e de ignorar pedidos para parar de vender e divulgar as peças. O advogado da empresa, Patrick Flynn, afirmou em audiência na sexta-feira (9): "Há uma intenção de se aproveitar da nossa reputação."
A disputa envolve roupas com quatro listras paralelas vendidas pela loja online sediada em Sydney. Flynn citou uma imagem de uma influenciadora ligada à White Fox que usa shorts da marca com quatro listras e tênis originais da Adidas.
A Adidas pede à Justiça australiana que proíba a White Fox de fabricar roupas com o desenho e obrigue a empresa a repassar os lucros obtidos com os produtos. O juiz Ian Jackman marcou o julgamento para o início de 2027.
A White Fox vai argumentar que as quatro listras têm função decorativa, e não servem como marca registrada. O advogado da empresa, Ed Heerey, citou peças semelhantes de outras marcas, como Princess Polly, Glassons e Shein.
A defesa também questiona se consumidores poderiam confundir as roupas da White Fox com produtos da Adidas. "É claro que a Adidas tem reputação. O próprio slogan diz que é a marca das três listras. A ênfase é em três", afirmou Heerey.
A Adidas tem o registro da marca de três listras na Austrália há mais de 50 anos e já venceu uma ação contra um varejista por tênis com quatro listras, em 2013. A empresa, porém, perdeu recentemente processos por violação de marca contra a grife Thom Browne nos EUA, no Reino Unido e na Alemanha.
A White Fox foi fundada em Sydney em 2013 por Georgia e Daniel Contos e ganhou espaço com campanhas em redes sociais e parcerias com influenciadores. A varejista depois se expandiu para os EUA e o Reino Unido.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.