Sem petróleo, Cuba recorre a energia solar com apoio da China
Depois que o governo Donald Trump ordenou que a Venezuela cortasse o envio de petróleo para Cuba , os cerca de 10 milhões de pessoas que moram na ilha caribenha enfrentam problemas diários de abastecimento energético.
A pressão forçou autoridades cubanas a buscarem alternativas para manter os serviços básicos no país, que tem contado com o apoio da China para reduzir a dependência do combustível fóssil e impulsionar o sistema de energia solar local.
O colapso em Cuba já soma mais de seis décadas, com o país no alvo de uma série de embargos econômicos propostos pelos EUA que sufocaram a economia e impedem seu avanço diante o cenário internacional.
A situação, contudo, se agravou desde o início do ano, após mudanças na América Latina.
Sem capacidade de produzir todo o petróleo de que necessita, e com dificuldades para acessar o mercado externo de commodities, Cuba dependia, em grande medida, do petróleo da Venezuela para abastecer sua matriz energética – movida, principalmente, por usinas termelétricas, que dependem do combustível.
Mas, após a queda de Nicolás Maduro e o alinhamento do novo governo com os interesses EUA, Donald Trump ordenou que a Venezuela interrompesse o fluxo de petróleo que abastecia a ilha.
Ao Metrópoles , fontes ligadas à diplomacia de Cuba afirmam que o país não recebe petróleo há cerca de seis meses — com uma rara exceção de um petroleiro russo que chegou até a ilha em março deste ano.
Diante do cenário, o governo castrista tem buscado a ajuda da China, que enviou recentemente placas solares ao país.
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As medidas foram tomadas após a aproximação de Cuba com a União Soviética, no contexto da Guerra Fria.
O embargo restringiu o acesso do país ao mercado internacional e isolou a ilha caribenha, impedindo seu avanço social e econômico.
Embora não se trate de uma proibição geral, determinadas regras norte-americanas alcançam empresas, bancos e pessoas estrangeiras que tenham vínculos com Havana.
Décadas de dificuldades econômicas levaram o país a uma falta de modernização, o condenado à dependência de combustíveis fósseis e importados.
Com o aumento do cerco de Trump contra Cuba, o país passou a enfrentar apagões prolongados, em um sistema elétrico antigo e com problemas de manutenção.
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