Doenças do sangue: Dr. Kalil e hematologistas detalham sinais precoces
Um dos maiores desafios no combate ao câncer é o diagnóstico precoce da doença.
No caso das doenças malignas do sangue, como leucemias, linfomas e mieloma , identificar os sinais de alerta e realizar os exames adequados é fundamental para o início do tratamento.
O coordenador médico do Setor de Hematologia e Coagulação do Einstein Hospital Israelita, João Guerra , entrevistado pelo Dr.
Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais deste sábado (16), afirmou que pacientes com leucemias agudas frequentemente chegam ao pronto-socorro apresentando infecções, sangramentos ou anemia.
A partir desses sintomas, o exame mais utilizado na prática médica, o hemograma , é o ponto de partida para a investigação.
“É a partir do simples hemograma que a gente vai identificar alterações que levam a uma suspeita”, disse o hematologista.
Leia Mais "Carreata da vitória": entenda como a história de um menino de 8 anos comoveu familiares e amigos que desfilaram em carros para comemorar a sua cura do câncer Entenda como funciona exame de sangue capaz de detectar 50 tipos de câncer Exame de sangue que detecta mais de 50 tipos de câncer chega ao Brasil Guerra explicou que a razão para isso está no comportamento das células doentes : quando um quadro de leucemia aguda está instalado, a medula óssea libera para o sangue periférico células jovens, chamadas de células blásticas , que não deveriam estar presentes naquele local.
Essa presença anormal é detectada no hemograma e sinaliza a necessidade de investigação mais aprofundada.
O papel do mielograma no diagnóstico Quando há suspeita de uma doença da medula óssea, o próximo passo é a realização do mielograma , um exame que consiste em uma punção óssea feita no osso da bacia ou do esterno.
João Guerra ressaltou que, atualmente, trata-se de um procedimento simples.
Por meio dele, é coletado material para análise morfológica das células ao microscópio, além de estudos imunológicos, como a imunofenotipagem por citometria de fluxo, estudo citogenético, que inclui o cariótipo, e análises de biologia molecular.
Essas análises permitem identificar os polimorfismos gênicos das células doentes.
“Hoje nós somos capazes de identificar a alteração estrutural no DNA da célula que justifica essa doença”, acrescentou Guerra.
Essa precisão diagnóstica é especialmente relevante porque abre caminho para o uso de drogas-alvo .
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