Debate aponta falta de pessoal no TRT-2 e demanda nomeação
Deputada Luciene Cavalcante, que conduziu a reunião, disse que o TRT-2 possui um deficit de 488 funcionários públicos
A falta de pessoal no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, foi tema de debate na CMO (Comissão Mista de Orçamento) na 3ª feira (18.ago.2026). Esse tribunal, também chamado de TRT-2, é o maior tribunal regional do trabalho do Brasil.
A deputada federal Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), que conduziu a reunião, disse que o TRT-2 possui um déficit de 488 funcionários públicos –e que, por isso, é preciso nomear concursados.
Ela destacou que o TRT-2 responde por 19% dos processos trabalhistas do país e acumula quase 1 milhão de processos pendentes.
Segundo a comissão de aprovados no último concurso para esse tribunal, há cerca de 5.300 pessoas aguardando nomeação.
Ao defender a convocação imediata dos concursados, a deputada afirmou que as nomeações estão previstas na Lei Orçamentária de 2026. Ela também ressaltou que a falta de pessoal compromete o acesso à Justiça, especialmente para populações vulneráveis.
“ A convocação dos concursados é urgente. A efetividade do TRT-2 importa porque ele tutela direitos de natureza alimentar e enfrenta violações que incidem com mais intensidade sobre as populações mais vulneráveis. O deficit de pessoal compromete a capacidade de resposta à sociedade ”, disse Luciene.
Integrante da comissão de aprovados no último concurso do TRT-2, Fernanda Coimbra de Lima declarou que a falta de funcionários públicos nesse órgão aumenta a sobrecarga laboral e o número de adoecimentos, “ justamente numa casa que deveria zelar pelo ambiente de trabalho “.
“ Isso resvala no cidadão, que é afetado com uma demora processual; na empresa, que vive numa incerteza constante; no advogado, que não sabe quando o processo vai findar e quando receberá seus honorários. Há uma gama de entes afetados. A Justiça do Trabalho não pode ser abandonada ”, declarou.
De acordo com o próprio TRT-2, a jurisdição desse tribunal abrange 46 municípios, incluindo a cidade de São Paulo.
O órgão também informa que possui 217 varas do trabalho, 92 desembargadores, 512 juízes e 5.315 funcionários públicos, além de estagiários e profissionais terceirizados.
O debate na CMO, na 3ª feira (18.ago), também contou com a participação do deputado estadual Carlos Giannazi (Psol-SP); da representante do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de São Paulo, Camila Gradim; e da coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Luciana Carneiro.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado, em 18 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .
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