O novo luxo do executivo é poder escolher quando trabalhar; entenda
Após a pandemia de Covid-19, em um período em que o home office foi adotado e normalizado por boa parte das empresas, a discussão sobre flexibilidade no trabalho foi resumida a uma pergunta: quantos dias por semana o funcionário precisa ir ao escritório? Novas pesquisas indicam que essa questão se tornou lateral quando se busca explicar o que os profissionais valorizam.
O próximo estágio da flexibilidade pode estar menos ligado ao lugar e mais ao controle sobre o próprio tempo.
Em outras palavras: não basta poder trabalhar de casa.
Para o profissional, cresce o valor de decidir quando estar no escritório, quando se concentrar sem interrupções e como encaixar o trabalho na vida — em vez de organizar a vida inteira ao redor da jornada.
Um relatório da plataforma de recursos humanos HiBob coloca essa mudança de forma direta entre suas oito tendências para 2026: “Time will out-value money” — o tempo valerá mais que o dinheiro.
Segundo o documento, quase metade dos profissionais no mundo valoriza ter mais autonomia sobre seu tempo.
Leia também: Sete em cada 10 empresas não executam os próprios planos; o que explica? Outros 52% consideram horários ou locais flexíveis requisitos essenciais de um emprego, enquanto cerca de um quarto aponta a flexibilidade como sua principal prioridade caso mude de trabalho.
É uma mudança que ajuda a explicar por que o debate sobre presencial, remoto e híbrido começa a ganhar outra dimensão.
Para uma parcela dos profissionais, o benefício mais escasso pode não ser trabalhar de casa, mas recuperar a propriedade da agenda.
Flexibilidade medida em horas, não em dias Tempo virou um recurso disputado Proteger agenda pode elevar desempenho Escritório precisa justificar o deslocamento Quando o tempo compete com o salário Flexibilidade medida em horas, não em dias Um estudo sobre tendências de trabalho para 2026 e 2027, realizado por WeWork e Michael Page em cinco países latino-americanos, encontrou apenas 36,88% dos entrevistados trabalhando de forma 100% presencial, ante 48% no levantamento anterior.
Outros 38,43% estavam no regime híbrido.
Quando questionados sobre o modelo desejado, 59,9% escolheriam o híbrido.
Na pesquisa, 54,59% preferem ir ao escritório apenas um ou dois dias por semana, enquanto 45,41% optam por três dias ou mais.
Mas talvez o dado mais interessante esteja na interpretação que acompanha os números.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.