BC dos EUA mantém taxa de juros em 4% ao ano
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa básica de juros americana no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano nesta quarta-feira (28).
A decisão interrompe, por ora, o movimento de alta iniciado em setembro, quando a autoridade monetária elevou os juros pela primeira vez desde julho de 2023.
A manutenção já era amplamente esperada pelo mercado.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, que acompanha as apostas dos investidores para as decisões de política monetária americana, a probabilidade de manutenção dos juros estava em 93% antes da reunião.
A decisão ocorre em um cenário de inflação ainda pressionada nos Estados Unidos.
Além dos efeitos das tarifas comerciais adotadas pelo governo de Donald Trump e das restrições à imigração sobre os custos de produção, a escalada dos preços do petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio, acrescenta riscos à trajetória dos preços.
Na reunião anterior, em setembro, o Fed elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo atual, diante de uma inflação de 3,4% ao ano, acima da meta de 2% perseguida pela autoridade monetária.
Mercado espera nova alta em dezembro Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, a manutenção dos juros não significa o encerramento do ciclo de aperto monetário americano.
"Apesar de os dados de inflação de setembro terem vindo mais fortes que o esperado, o Fed não parece ter pressa para subir os juros e deve aguardar um pouco mais para ver se essa pressão se confirma", afirma.
Segundo o economista, o cenário mais provável continua sendo uma nova elevação dos juros em dezembro.
Para a próxima reunião do Fomc, em 9 de dezembro, as projeções majoritárias são de alta de 0,25 ponto, com 81%, das apostas.
Para o Brasil, Kayo avalia que a decisão desta quarta-feira não deve provocar grandes movimentos nos mercados, justamente porque já estava incorporada às expectativas dos investidores.
O principal risco está na possibilidade de os juros americanos permanecerem elevados por mais tempo em 2027.
Isso porque taxas mais altas nos Estados Unidos tornam os títulos do governo americano mais atraentes para os investidores internacionais, reduzindo o interesse por aplicações em países emergentes, como o Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.