Vídeo revela atropelamento que matou mulher de 36 anos em linha férrea no Uberaba: “Quero é justiça”, diz marido
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Daniele Ferreira Branco, de 36 anos, foi atropelada por um trem de manutenção em uma linha férrea na Rua Guilherme Walter Lowry, no bairro Uberaba, em Curitiba. A mulher chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. O atropelamento aconteceu no fim da manhã do último domingo (13). Veja o vídeo abaixo.
Nas imagens, Daniele aparece caminhando pelos trilhos e, aparentemente, mexendo em algo nas mãos, que pode ser um celular. Em determinado momento, o trem de manutenção se aproxima e atropela a mulher.
Equipes do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), do Corpo de Bombeiros , foram acionadas para prestar socorro. Daniele sofreu ferimentos graves, incluindo a amputação de uma das pernas .
A vítima foi colocada na ambulância e encaminhada para atendimento médico. Durante o deslocamento para o hospital, porém, a mulher sofreu uma parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, ela morreu.
A família de Daniele ficou sabendo do acidente somente horas depois. Em entrevista ao repórter João Gimenes, da Ric RECORD, o marido da vítima, Claudinei Putrique, afirmou que a mulher chegou ao hospital sem identificação.
“[Chegou] Como uma pessoa que não foi identificada. Nesse horário, dificilmente passa um trem no domingo. Ela saiu de casa e até meio-dia estaria de volta. Aí o que aconteceu? Chegou meio-dia, uma hora, nada. Ligamos, o celular dela é só a digital e não tivemos como ter acesso, nem quem foi socorrer”
Daniele deixou uma filha de 16 anos. Desportista, ela participava de maratonas e também era apaixonada por futebol. Para o marido, ainda é necessário esclarecer as circunstâncias do atropelamento e entender o que aconteceu antes da colisão.
“Essas locomotivas pequenas de manutenção fazem só um apito e andam em alta velocidade. Não é 30, 50 [km/h], como normalmente um carro é exigido. Agora, se é um trem, você escuta ele a 30 metros, porque ele buzina, mesmo vendo. Podia ser um bêbado, mas é um ser humano”
Ainda de acordo com Claudinei, a Rumo, empresa responsável pela operação da linha férrea no trecho, não teria procurado a família após o atropelamento da mulher no bairro Uberaba.
“Nem vieram atrás de mim, nem telefonema, nada. Eu acho que aí só está se pensando no lucro, esquecendo o ser humano. O que eu quero é justiça pelo nome dela. Não vai trazer minha esposa de volta, mas vai ter justiça para que isso não aconteça com os próximos”
Procurada pela Banda B , a Rumo enviou uma nota sobre o acidente. Segundo a concessionária, a mulher caminhava sobre os trilhos, prática proibida na ferrovia, e o condutor acionou os procedimentos de emergência, mas ela não deixou a via a tempo.
“A concessionária lamenta a ocorrência registrada neste domingo (13), por volta das 11h, em Curitiba (PR). Uma mulher caminhava sobre os trilhos, prática expressamente proibida. O condutor acionou todos os procedimentos de emergência, mas a vítima não deixou a via em tempo, resultando no atropelamento. Logo após o ocorrido, o resgate foi acionado, mas a vítima não resistiu.
A concessionária orienta que a ferrovia é uma área operacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.