Taxas dos DIs fecham em queda com IBC-Br no radar
SÃO PAULO, 17 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em queda, enquanto os investidores avaliavam os dados do índice de atividade econômica IBC-Br, em um dia de ajustes após as altas observadas na maior parte da semana passada.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,99%, ante o ajuste de 14,035% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,745%, ante o ajuste de 14,749%.
Divulgados pela manhã, os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), mostraram uma expansão de 0,2% no segundo trimestre de 2026 sobre os três meses anteriores mesmo após ter recuado em junho.
Em junho, o índice registrou retração de 0,6% na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados, pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%.
“Essa leitura reforça a ideia de que o Copom ainda tem espaço para cortar além do que está precificado hoje”, disse Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, vendo inflação maior e crescimento mais baixo, mostrou a pesquisa Focus divulgada antes da abertura do mercado nesta segunda.
O levantamento apontou que a expectativa para a alta do IPCA no próximo ano subiu a 4,24%, de 4,22% na semana anterior.
Para este ano, a projeção seguiu em 5,02%, apesar da queda na estimativa de aumento dos preços administrados a 4,70%, de 4,91% no levantamento anterior.
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Quatro semanas atrás, era de R$ 5,28 “O Focus trouxe um recado misto, já que a inflação de 12 meses e a projeção de 2027 subiram, enquanto a Selic esperada para o fim do ano permaneceu em 13,75%, sugerindo só mais um corte pela frente”, avaliou o economista da Nomad.
Durante a tarde, os investidores também acompanharam fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em conferência do Santander na qual comentou que o atual ciclo da política monetária é mais explicado por questões internas do Brasil do que por temas globais, ressaltando que a demanda vem crescendo mais que a oferta no país.
Galípolo afirmou que o BC atua para que os juros estejam em patamar contracionista, em meio a um trabalho para equilibrar os dois fatores.
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