Dólar cai a R$ 5,14 e Bolsa sobe firme em dia de menor aversão a risco
O dólar abriu este último dia da semana em baixa, cotado a R$ 5,17, em sessão influenciada por menor aversão a risco nos mercados globais, com acomodação dos preços do petróleo no exterior e reação das Bolsas no exterior.
Dólar abre em baixa. A moeda dos Estados Unidos começou esta sexta-feira cotada no comercial para a venda a R$ 5,169, variação de menos 0,47% ante fechamento de ontem. Nesta semana, a divisa tem oscilado entre R$ 5,17 e R$ 5,22.
Preço do petróleo acomoda após 5 altas e abre espaço para reação das Bolsas. Cotação do barril recua das máximas em dois meses. O contrato futuro do Brent com vencimento em outubro cedia 0,1% por volta das 9h (horário de Brasília), cotado a US$ 93,40.
Mercado monitora comportamento de juros americanos em meio ao crescimento da dívida dos Estados Unidos. O avanço do endividamento recorde a US$ 40 trilhões eleva o custo financeiro no país, pressiona as taxas dos títulos do Tesouro americano e influencia o fluxo global de recursos.
Países emergentes precisam oferecer um prêmio adicional para continuar atraentes para investidores globais. Isso pode reduzir ou tornar mais seletivo o fluxo de capital para o Brasil, pressionar o real e aumentar a volatilidade da Bolsa, principalmente em empresas mais sensíveis a juros e dependentes de capital estrangeiro. Marcela Rocha, economista e chefe de investimentos da Avenue
Fluxo de recursos externos pode ajudar Bolsa brasileira a sustentar reação. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, subiu pouco ontem, apenas 0,06%, mas o suficiente para manter a tendência positiva após ganho de 0,9% na véspera, quando encerrou uma sequência de 11 sessões seguidos de perdas.
Na semana, Ibovespa tem leve alta de 0,6%. A variação positiva ontem e na quarta-feira reduziu em parte as perdas apuradas na sequência de 11 quedas seguidas, que chegaram a derrubar o indicador em 6,6%.
Desempenho das ações de maior peso no Ibovespa é chave para a Bolsa . As ações da Petrobras, que representam 12,6% do índice das ações mais negociadas, e da Vale, que respondem por 11% do indicador, têm sustentado o ganho do indicador. Esses papéis são mais movimentados quando estrangeiros estão ajustando suas carteiras no mercado brasileiro.
Petrobras subiu 7% em seis pregões de alta. Na sequência seguida, as ações PN (preferenciais a dividendos) subiram de R$ 41,45 a R$ 44,32, ganho de 7%. Alta do preço do petróleo e notícias positivas sobre exploração na Foz do Amazonas têm sustentado o desempenho da companhia na Bolsa, após empresa reportar também ao maior lucro desde 2022 , de R$ 54,2 bilhões no segundo trimestre.
Vale emendou dois pregões de alta. Os papéis da mineradora subiram 2,6% ontem, a R$ 74,02, maior preço em dez dias. Os contratos futuros do minério de ferro têm alta hoje. O contrato mais negociado da DCE, a Bolsa de Commodities de Dalian, uma das principais bolsas de futuros da China, subiu 0,21% em relação ao dia anterior.
Toky tem mudanças entre principais acionistas. A empresa de investimentos Paladino Capital adquiriu 13,21% das ações do dono das redes de lojas Tok&Stok e Mobly .
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