Michelle passou de madrasta má a atração da campanha de Flávio
Flávio e Michelle Bolsonaro estavam há quase dois meses sem se falar. Brigaram e fizeram as pazes pelas redes sociais. Nesta terça-feira, tiveram finalmente uma conversa olho no olho. Gravaram vídeos para a propaganda eleitoral. O reencontro marcou a volta por cima de Michelle.
Abandonado pelo centrão, Flávio descumpriu o compromisso de compor a chapa com uma mulher. Numa disputa em que o voto feminino é majoritário e pende para Lula, a madrasta má virou atração principal da campanha do enteado - um chamariz eleitoral.
Com uma candidatura ao Senado bem encaminhada, Michelle entra na campanha presidencial à sua maneira: ajudará nas redes, não nos comícios. Diz ter colocado "uma pedra" sobre as desavenças. Mas mantém o pé atrás: "Acho que as coisas vão se ajustando aos poucos".
O escritor russo Leon Tolstoi ensinou que as famílias felizes são parecidas; as infelizes são infelizes à sua maneira. No clã Bolsonaro, madrasta e enteados nunca estão tão próximos que amanhã não possam estar distantes, nem tão distantes que amanhã não possam se aproximar. Está em jogo o espólio do patriarca. Com o marido preso, Michelle vai adquirindo musculatura política e autonomia.
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