Karoline Leavitt: quem é a porta-voz da Casa Branca que pediu demissão do governo Trump
Trump anuncia saída de Karoline Leavitt do cargo de porta-voz da Casa Branca O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Karoline Leavitt deixará o cargo de porta-voz da Casa Branca no fim de agosto.
Em uma publicação nas redes sociais, na quarta-feira (12), Trump afirmou que ela vai se dedicar à família. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Leavitt foi nomeada secretária de imprensa da Casa Branca em janeiro de 2025 e se tornou a principal porta-voz de Trump.
Ela teve uma rápida ascensão dentro do grupo político do presidente e, aos 27 anos, tornou-se a pessoa mais jovem da história dos Estados Unidos a ocupar o cargo. 🔎 Tradicionalmente, cabe ao secretário de Imprensa conceder entrevistas a jornalistas que cobrem o governo, responder a perguntas e detalhar a agenda presidencial.
Enquanto esteve à frente da Secretaria de Imprensa, Leavitt demonstrou hostilidade em relação a jornalistas de grandes veículos de comunicação que questionavam a atuação de Trump.
A secretária, por exemplo, teve embates frequentes com a jornalista Kaitlan Collins, da CNN, conhecida pela cobertura política nos Estados Unidos.
Em um dos episódios, Leavitt acusou a repórter de querer espalhar "narrativas mentirosas" contra o presidente.
Em outro caso, compartilhado pela própria Leavitt nas redes sociais em outubro de 2025, um jornalista do HuffPost perguntou quem havia sugerido Budapeste, na Hungria, como local para um encontro entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.
A secretária respondeu: "Foi sua mãe".
No Brasil, Leavitt ganhou repercussão em novembro de 2025, após a imprensa americana revelar que uma brasileira, mãe de um sobrinho da secretária de imprensa, havia sido detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.
Enquanto Leavitt comandou a Secretaria de Imprensa da Casa Branca, o governo passou a escolher quais jornalistas teriam acesso direto ao presidente, abandonando um sistema que durante anos ficou sob responsabilidade de uma entidade independente.
Pelo modelo tradicional, um grupo rotativo de jornalistas era definido por uma associação para garantir que diferentes veículos tivessem acesso ao presidente.
A equipe de Trump também criou um assento de "novas mídias" na sala de coletivas, destinado a podcasts, newsletters e veículos digitais.
As medidas foram elogiadas como uma adaptação às mudanças na imprensa, mas também criticada por abrir espaço para favorecer veículos alinhados ao governo.
"Poucos poderiam ou poderão algum dia se comparar a Karoline", disse Harrison Fields, ex-vice-secretário de imprensa principal de Trump à Reuters.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.