Juro de 5% nos EUA encarece crédito e ameaça mudar a conta dos investimentos em IA
O rendimento do título do Tesouro americano de dez anos se aproxima de 5%, um nível que ganhou importância nos mercados por representar uma combinação de juros elevados, inflação persistente e aumento do custo de financiamento da maior economia do mundo.
O Treasury chegou a superar 5% em setembro, atingindo o maior nível desde 2007.
Na quarta-feira (16), a taxa básica de juros dos Estados Unidos também subiu pela primeira vez desde 2023, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
O Federal Reserve indicou ainda a possibilidade de novos aumentos, enquanto o petróleo permanece acima de US$ 100 por barril.
Na quinta-feira (17), o rendimento do Treasury de dez anos recuou para perto de 4,95%, depois de ter encerrado a sessão anterior em aproximadamente 5%.
Continua após a publicidade O movimento não elimina a pressão sobre o mercado de crédito: o custo médio de uma hipoteca de 30 anos nos Estados Unidos subiu para 6,9%, ante 6,7% uma semana antes.
O nível de 5% não tem, isoladamente, um efeito automático sobre a economia.
O que preocupa investidores é o conjunto de fatores que levou os juros longos até lá e a possibilidade de que permaneçam elevados por mais tempo.
Continua após a publicidade Por que o Treasury de dez anos importa O título de dez anos é uma das principais referências do sistema financeiro americano.
Seu rendimento influencia uma série de outras taxas, como financiamentos imobiliários, empréstimos corporativos e títulos de dívida privada.
Quando o retorno oferecido pelo governo americano sobe, outros ativos precisam oferecer remuneração maior para continuar atraindo investidores.
Uma empresa que pretende captar dinheiro no mercado, por exemplo, normalmente precisa pagar uma taxa superior à dos Treasuries para compensar o risco adicional.
Continua após a publicidade O efeito se espalha pela economia.
A média da hipoteca americana de 30 anos atingiu 6,9% nesta semana, maior nível desde janeiro de 2025.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.