Mensalidade escolar pode subir entre 7% e 11%, diz pesquisa. Veja dicas para negociar
Faltam ao menos quatro meses para 2027, mas algumas questões práticas do próximo ano já podem começar a ser planejadas.
Uma delas é a mensalidade escolar.
Uma pesquisa nacional à qual o EXTRA teve acesso revela que nove em cada dez instituições particulares de ensino vão reajustar suas mensalidades no ano que vem.
Dessas, 80,66% aplicarão um índice entre 7% e 11%.
O estudo foi realizado pela Meira Fernandes Contabilidade e Gestão, que assessora cerca de 1.500 escolas.
Entre as instituições pesquisadas, 44,2% estimam um aumento entre 9% e 11%.
Outras 36,46% devem corrigir as mensalidades de 7% a 9%, enquanto 11,60% podem adotar percentuais entre 1% e 7%.
Alguns extremos também foram registrados: 7,18% podem ultrapassar os 12% de reajuste, enquanto apenas 0,5% não pretendem alterar os valores cobrados. — Não existe um único fator (que justifique o aumento), mas um conjunto de pressões que se acumulam.
O objetivo das escolas é manter a qualidade do ensino e garantir a sustentabilidade da operação diante de um cenário de custos cada vez mais elevados — afirma a diretora jurídica da Meira Fernandes, Mabely Meira Fernandes.
Entre eles, a especialista cita a folha salarial e as convenções coletivas, que definem as recomposições e os reajustes concedidos a profissionais da Educação.
Também menciona o Decreto 2.686/2025, que instituiu a educação especial inclusiva.
Desde que a política entrou em vigor, diz ela, “90,96% das escolas registraram crescimento na demanda de alunos que necessitam de acompanhamento individualizado, formação específica das equipes, adaptação de materiais ou ampliação de profissionais”.
Aponta ainda a contratação de profissionais, ao mesmo tempo em que se enfrenta dificuldade para encontrá-los e até retê-los.
Atraso na mensalidade é pesadelo Entram ainda na ponta do lápis os investimentos em segurança e cidadania digital, segundo Mabely. — Quando somamos esses custos estruturais, percebemos que o reajuste das mensalidades busca recompor um orçamento pressionado, e não gerar um ganho adicional para as instituições — explica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.