Meta: começa julgamento histórico que pode mudar Instagram e Facebook
A Meta começou, nesta terça-feira (18), a enfrentar um dos processos mais importantes de sua história nos Estados Unidos .
Uma coalizão formada por procuradores-gerais de 29 estados estadunidenses acusa a empresa de ter desenvolvido Facebook e Instagram com recursos destinados a tornar as plataformas viciantes para crianças e adolescentes, além de ter enganado o público sobre a segurança dos serviços e violado leis de proteção de dados de menores.
O julgamento acontece em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia (EUA), e pode resultar em mudanças significativas na maneira como algumas das redes sociais mais populares do mundo funcionam.
Os estados também pedem que a Meta altere recursos considerados prejudiciais aos usuários jovens, incluindo mecanismos, como a rolagem infinita e sistemas baseados em curtidas e recomendações.
O processo é liderado por quatro estados — Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey — que apresentaram acusações relacionadas às legislações estaduais de proteção ao consumidor.
Os 29 estados também participam conjuntamente das alegações baseadas na legislação federal de proteção à privacidade infantil.
As autoridades afirmam que a Meta sabia que seus produtos poderiam causar danos aos usuários mais jovens e, mesmo assim, teria mantido estratégias destinadas a maximizar o tempo de permanência nas plataformas.
Entre os efeitos atribuídos ao uso das redes sociais estão problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e, em alguns casos apresentados pelos estados, suicídio.
A Meta rejeita as acusações e afirma que não existe comprovação de uma relação causal entre o uso de suas plataformas e problemas de saúde mental em adolescentes.
Ex-funcionário detalha como Meta lidava com usuários menores de idade O ex-engenheiro de segurança da Meta, Arturo Bejar, apresentou novos detalhes sobre a forma como a empresa lidava com crianças e adolescentes em suas plataformas.
Segundo Bejar, a Meta adotava uma espécie de política de “não pergunte, não conte” para monitorar a presença de menores de 13 anos nas redes sociais.
Ele também afirmou que o lema “ mova-se rápido e quebre coisas ” continuava refletindo a maneira como alguns produtos eram desenvolvidos.
Bejar citou especificamente o Reels , dizendo que diversos produtos eram lançados sem que a segurança dos usuários fosse considerada adequadamente durante sua implementação inicial.
“ Muitos produtos foram lançados no mundo (…) e a segurança não era uma consideração em sua implementação inicial ”, afirmou durante o depoimento.
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