O que será julgado no processo contra a Meta e o que pode mudar no Instagram
A Meta começa a enfrentar nesta terça-feira (18) um dos julgamentos mais importantes de sua história.
Uma coalizão de estados americanos acusa a dona do Instagram e do Facebook de desenvolver recursos capazes de estimular o uso compulsivo das plataformas por crianças e adolescentes e de enganar consumidores sobre os riscos para esse público.
O processo também vai discutir uma segunda acusação: a de que a empresa teria coletado e utilizado dados pessoais de crianças de forma ilegal.
Dependendo da decisão, as consequências podem ir muito além de uma multa e chegar ao próprio funcionamento do Instagram e do Facebook.
O que exatamente será julgado? O processo surgiu de uma investigação envolvendo 29 estados americanos iniciada depois das revelações da ex-funcionária da Meta Frances Haugen.
Quatro deles, Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, lideram esta etapa do julgamento.
Os estados tentam demonstrar que a Meta projetou deliberadamente Facebook e Instagram para manter crianças e adolescentes usando os aplicativos por mais tempo e que teria apresentado as plataformas como mais seguras do que realmente seriam.
Entre os elementos que devem aparecer no julgamento estão documentos internos, pesquisas produzidas pela própria Meta, depoimentos de antigos funcionários e especialistas.
Mark Zuckerberg e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, também devem testemunhar.
Outra parte do caso envolve menores de 13 anos.
Os estados afirmam que a Meta coletou dados dessas crianças sem o consentimento dos pais, o que, segundo a acusação, violaria a legislação federal americana.
A Meta nega as acusações.
A empresa afirma que investe há anos em recursos de proteção para adolescentes e sustenta que os estados não demonstraram que consumidores foram enganados ou sofreram os danos alegados.
“Vamos provar ao júri que a Meta ocultou o que sabia sobre os danos que causava aos jovens porque fingir que não via nada era mais lucrativo”, disse o procurador-geral do Kentucky, Russell Coleman.
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