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Lula é reeleito presidente do Brasil – o que esperar do novo governo para ciência e tecnologia

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Lula é reeleito presidente do Brasil – o que esperar do novo governo para ciência e tecnologia

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República e comandará o Brasil por mais quatro anos.

O resultado foi confirmado matematicamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h10 deste domingo (25), com 98,2% das urnas apuradas.

Com a vitória nas urnas garantida, o governo reeleito precisará aprofundar os trabalhos em áreas como inteligência artificial , proteção de dados, terras raras e transição energética .

O desafio agora é acelerar a reindustrialização verde, buscando avanços tecnológicos e a proteção ambiental com forte presença do Estado.

Abaixo estão reunidas as principais propostas do plano de governo eleito para inteligência artificial (IA), data centers, soberania, terras raras, clima e energia, com análises de especialistas sobre os impactos na economia, os cenários geopolíticos e os principais obstáculos para implementar essa agenda ao longo do mandato.

Lula é reeleito presidente do Brasil – quarto mandato começa em 2027, com duração de quatro anos. – Foto oficial da candidatura registrada no TSE O que Lula planeja para inteligência artificial, data centers e soberania digital A corrida global em torno da IA generativa redesenhou a geopolítica econômica, transformando o poder computacional bruto em ativo soberano.

O governo reeleito pretende expandir a infraestrutura de centros de processamento de dados em solo nacional, buscando superar o papel histórico do Brasil como mero importador de tecnologia avançada e exportador de dados brutos.

Embora a matriz elétrica brasileira seja um atrativo para a instalação de grandes centros de processamento de dados, a chegada dessas estruturas não garante, por si só, ganhos tecnológicos para o país.

Para o empresário JB Queiroz Filho, especialista em transformação digital e diretor executivo da consultoria JBQ.Global, o governo precisa vincular o fornecimento de energia à criação de estruturas locais de pesquisa e desenvolvimento.

“A infraestrutura física de nuvem continuará concentrada fora do país se o governo não condicionar o fornecimento energético à instalação de ecossistemas locais de pesquisa e desenvolvimento”.

A preocupação é que o Brasil ofereça condições favoráveis à instalação dessas empresas, mas concentre os benefícios em infraestrutura e consumo de energia, sem estimular o desenvolvimento tecnológico nacional.

Para o professor Thiago Muniz, especialista em economia digital e estratégia de negócios e docente da Fundação Getulio Vargas (FGV), uma forma de evitar esse cenário é vincular incentivos fiscais à transferência de tecnologia.

“Condicionar incentivos fiscais à transferência tecnológica garante que o valor agregado fique retido no mercado interno brasileiro”.

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