Com almoço mais caro, vale-refeição perde poder de compra e já dura menos de 10 dias
O vale-refeição já não é suficiente para pagar nem metade dos almoços durante todo o mês de trabalho.
Levantamento da Pluxee mostra que o benefício durou, em média, apenas nove dias úteis no primeiro semestre do ano, ante dez dias em 2025 e 18 dias em 2019, refletindo a perda de poder de compra diante da alta do custo da alimentação fora de casa.
Segundo a pesquisa, o preço médio de uma refeição no Brasil chegou a R$ 44,69, enquanto o valor médio do vale-refeição concedido pelas empresas é de R$ 583,75.
Considerando um mês com 22 dias úteis e um almoço por dia, seriam necessários cerca de R$ 983 para cobrir toda a despesa com alimentação — aproximadamente R$ 400 a mais do que o benefício médio atualmente pago.
A defasagem também aparece na evolução dos valores.
Enquanto o preço da alimentação fora do domicílio acumulou inflação de 6,22% no período analisado, o valor médio do vale-refeição avançou apenas 1,5%, reduzindo gradualmente sua capacidade de cobrir as despesas dos trabalhadores.
O levantamento ainda revela diferenças entre os estados.
Em Roraima, o benefício dura apenas seis dias úteis, seguido por Maranhão, com sete dias, e Acre e Rondônia, com oito.
Na outra ponta, Minas Gerais lidera o ranking, com duração média de 13 dias úteis, à frente de Rio de Janeiro e São Paulo, onde o vale cobre cerca de 12 dias.
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