Condomínio de salas comerciais chega a 90% do valor do aluguel em bairros do Rio
Condomínio de salas comerciais chega a 90% do valor do aluguel em bairros do Rio Em bairros da Zona Norte do Rio, como Méier e Pechincha, o valor médio do condomínio de salas comerciais já equivale a mais de 90% do preço do aluguel.
O cenário é resultado de uma combinação que tem pressionado proprietários.
Enquanto a grande quantidade de imóveis vazios leva à redução dos valores cobrados pelos aluguéis, as despesas condominiais continuam subindo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça No Centro, onde mais de 30% das salas comerciais estão vazias, há casos de proprietários que reduziram o aluguel de cerca de R$ 2 mil para R$ 300 e, ainda assim, não conseguem encontrar inquilinos.
É o caso de uma sala administrada pelo advogado e administrador de imóveis Franklin Moço.
O imóvel fica perto da Rua Uruguaiana e está vazio desde a pandemia.
"Antigamente a gente tinha, em média, um aluguel em torno de uns R$ 2 mil e hoje tá em média de R$ 300 e tem muitos proprietários que estão alugando, só recebendo o valor das despesas, da cota condominial e do IPTU.
E mesmo assim alguns não consegue alugar", disse Moço.
A situação faz com que, em algumas regiões, a diferença entre o aluguel e o condomínio fique cada vez menor.
Tijuca e Maracanã vistos do alto Alexandre Macieira/Riotur Condomínio quase empata com aluguel Segundo os dados apresentados pelo RJ2, a proporção entre condomínio e aluguel chega a 90% ou mais no Méier e no Pechincha.
Em outras regiões, o peso da taxa também é elevado: Zona Norte: 85,6% Tijuca: 79% Barra da Tijuca: 55,6% Centro: 55% Central do Brasil e o Centro do Rio Alexandre Macieira | Riotur Na prática, isso significa que uma sala comercial alugada por R$ 1 mil, por exemplo, pode ter uma taxa de condomínio próxima de R$ 900 nos bairros onde a proporção está em 90%.
O fenômeno está relacionado à vacância dos imóveis comerciais.
Com menos empresas ocupando os prédios, proprietários reduzem o preço do aluguel para tentar atrair novos inquilinos.
As despesas para manter os edifícios, porém, não caem na mesma proporção.
Vacância aumentou com mudanças no trabalho Para Marcelo Borges, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), o aumento da quantidade de imóveis comerciais vazios começou antes da pandemia, mas foi acelerado pela adoção do home office.
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