Haverá renovação no Congresso? (por Antônio Carlos de Medeiros)
O debate presidencial já reacendeu outra vez o problema da baixa representatividade da Câmara dos Deputados, do Congresso Nacional e do Centro de Poder em Brasília, isto é: Executivo, Legislativo e Judiciário.
A impressionante escalada da crise de legitimidade dos Três Poderes, é retratada nas pesquisas de opinião em forma de rejeição, volatilidade, indecisão e desejo de simplesmente não ir votar.
Sem contar a já proverbial baixa avaliação do Congresso, dos partidos políticos, do governo federal e do judiciário.
É a lógica do patrimonialismo e do clientelismo na ação política das emendas parlamentares.
E a formação de uma oligarquia interna entre os Três Poderes, registrada recentemente no livro “A Oligarquia dos Poderes” de Joaquim Falcão.
Disputa de Poder voltada para a manutenção do status quo.
O Centro de Poder do país anda se distanciando ainda mais da realidade brasileira e das expectativas, desejos e projetos da sociedade brasileira.
Para muitos, a imagem da “Ilha da Fantasia” (Brasília) está de volta outra vez.
Paradoxalmente ou não, as rejeições à política e aos políticos aumentaram no eleitorado nacional o desejo e a expectativa de renovação do Congresso – Câmara e Senado.
Em 1990, a renovação da Câmara já foi da ordem de 62%.
Em 1994 foi de 54%.
Em 2018 foi de 52%.
Mas em 2022 foi de apenas 35%.
Além disto, as rejeições mostram também a patente necessidade de melhoria no sistema eleitoral e de busca pela adequada distribuição das representações dos Estados na Câmara Federal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.