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“Riscos mudaram de endereço”: especialista alerta para ameaças a crianças na internet

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“Riscos mudaram de endereço”: especialista alerta para ameaças a crianças na internet

“O crime organizado hoje acha muito mais fácil aliciar uma criança por plataformas digitais e jogos online do que abordá-la nas ruas.” O alerta é de Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, ao comentar os riscos envolvendo crianças e adolescentes no ambiente digital.

A discussão ganhou força após o Discord desativar as transmissões ao vivo para usuários no Brasil, cumprindo determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A medida entrou em vigor nesta terça-feira (18) e mantém apenas as lives bloqueadas, enquanto as demais funcionalidades da plataforma continuam operando normalmente.

Segundo a ANPD, a decisão foi tomada após a identificação de indícios de que a plataforma não adotava mecanismos suficientes para prevenir situações envolvendo indução à violência, automutilação e suicídio de menores de idade.

O caso ganhou repercussão nacional depois que a primeira-dama Janja da Silva defendeu medidas mais duras contra a plataforma ao citar o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida ao suicídio durante uma transmissão ao vivo.

Dados da SaferNet Brasil mostram que as denúncias relacionadas ao Discord cresceram 54% nos primeiros sete meses de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Para Nery, o episódio evidencia a necessidade de ampliar a vigilância sobre o uso da internet por crianças e adolescentes.

“Nossos pais diziam para não aceitar presentes de estranhos na porta da escola.

No ambiente digital, a lógica é a mesma.

Os riscos mudaram de endereço, mas continuam existindo”, afirma.

O especialista alerta que grupos criminosos utilizam redes sociais, plataformas de jogos e aplicativos de comunicação para estabelecer contato com menores.

“Os desafios podem começar com algo aparentemente simples, como pegar dinheiro dos pais, e evoluir para situações de risco físico, emocional e financeiro”, diz.

Ele defende que celulares, computadores, videogames e até televisores conectados à internet sejam utilizados com acompanhamento dos responsáveis.

“Não existe dinheiro fácil, não existe relacionamento instantâneo com celebridades e não existem promessas milagrosas de ganho rápido.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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