Soja sobe no Brasil e em Chicago; mercado apresenta ritmo na semana
Cotação da soja O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com melhora nos preços e aumento no ritmo das negociações.
O movimento foi influenciado principalmente pela recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago, enquanto o dólar e os prêmios permaneceram próximos da estabilidade.
Segundo a Safras & Mercado , no mercado interno, as principais praças acompanhadas registraram valorização na saca de 60 quilos ao longo da semana: Passo Fundo (RS): subiu de R$ 146,50 para R$ 150,00 Cascavel (PR): passou de R$ 143,00 para R$ 146,00 Rondonópolis (MT): avançou de R$ 136,00 para R$ 141,00 Porto de Paranaguá: aumentou de R$ 154,00 para R$ 157,00 Chicago avança mais de 3% Em Chicago, os contratos futuros de soja com vencimento em novembro acumulavam alta superior a 3% na manhã desta sexta-feira (28), negociados a US$ 12,79 1/4 por bushel.
No início da semana, as cotações chegaram a recuar após os números apresentados pela Pro Farmer indicarem produtividade e produção norte-americanas acima das expectativas do mercado.
Na sequência, porém, novos fatores deram sustentação aos preços.
Um dos principais pontos foi a continuidade da demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos.
As compras mantêm o suporte fundamental para as cotações, mesmo diante das perspectivas positivas para as lavouras norte-americanas.
O desempenho de outras commodities agrícolas também contribuiu para o movimento.
O trigo liderou os ganhos e ajudou a impulsionar milho e soja.
A intensificação recente do conflito entre Rússia e Ucrânia voltou a gerar preocupações sobre a disponibilidade de produtos do Mar Negro, região importante para o abastecimento mundial.
Safra dos EUA acima do USDA A Pro Farmer estimou a safra de soja dos Estados Unidos em 4,572 bilhões de bushels em 2026, com produtividade média de 53,3 bushels por acre.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira, após a realização da tradicional crop tour da empresa.
A projeção ficou acima da estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que aponta produção de 4,519 bilhões de bushels e rendimento médio de 52,7 bushels por acre.
Mesmo com a expectativa de uma grande safra norte-americana, a combinação entre demanda internacional, fatores geopolíticos e valorização de outras commodities ajudou a sustentar os contratos em Chicago e contribuiu para a melhora dos referenciais no mercado brasileiro.
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