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Política

Sob Duda Lima, Flávio Bolsonaro afina discurso e encontra rumo para sua campanha

JOTA ·
Sob Duda Lima, Flávio Bolsonaro afina discurso e encontra rumo para sua campanha

Após um período de cabeçadas, tropeções e caneladas, Flávio Bolsonaro (PL) parece ter encontrado um caminho para sua campanha a presidente.

Em linhas gerais, a estratégia é amarrar todo o campo antipetista do eleitorado com três discursos complementares elaborados pelo marqueteiro Duda Lima e já disparados nos últimos dias em eventos na live semanal do candidato.

De um lado, Flávio reafirma ser o único e verdadeiro herdeiro de seu pai, Jair Bolsonaro (PL) , com “nojo” do Supremo e outras agendas “antissistema”.

Em sentido contrário, tenta convencer a centro-direita conservadora-moderada e hesitante em relação ao bolsonarismo, mas extenuada em relação a Lula (PT), de que é uma espécie de “mal necessário” ao país por ser o único eleitoralmente capaz de derrotar o petista.

Não por outro motivo, disse que, se eleito, fará um governo de “transição”, ou seja, dentro das regras democráticas.

Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas Em um terceiro vetor, Flávio se esforça para fazer algo que poucos conseguiram na história da política brasileira, que é tirar votos de Lula com acusações de desvios éticos e suspeitas de irregularidades, no caso, as investigações em torno de um dos filhos do presidente, Fábio Luís, o Lulinha , e de um assessor do petistas.

Quer com isso nivelar por baixo a agenda ética-moral da campanha.

Jogar pelo empate, digamos assim.

Esses são os três principais eixos da estratégia colocada na praça esta semana.

Se acionada a tecla SAP para os discursos recentes, Flávio está dizendo: sou tão antissistema e corajoso quanto meu pai, que varreu do poder os malfeitores do PT, mas não tenham medo de mim porque prometo ficar só quatro anos no poder, sem tentativa de golpe.

Antídoto ao veneno de Kassab A nova fase da campanha arquitetada por Duda Lima, que assumiu o posto de marqueteiro recentemente, e por outros estrategistas do entorno do candidato não deixa também de ser um antídoto ao veneno que Gilberto Kassab (PSD) inoculou no eleitorado antipetista ao dizer em público o que parte considerável da direita comenta em privado: Flávio é um candidato marcado para morrer eleitoralmente no segundo turno.

Ou seja, será derrotado por Lula, que o “escolheu” como adversário.

A frase proferida pelo “pitonístico” Kassab soou como um gatilho para políticos, agentes de mercado e empresários antipetistas ainda traumatizados com as mais de duas décadas que o PSDB foi presa fácil para o PT nas disputas pela Presidência (2002, 2006, 2010 e 2014).

Portanto, a nova fase da campanha passa por lembrar que apenas o sobrenome Bolsonaro foi capaz de vencer o campo liderado por Lula.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.

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