A hora da escolha: o Brasil entra na eleição mais decisiva desde 2022
Há poucas semanas, escrevi que o Brasil se encontrava diante de uma nova encruzilhada.
A imagem continua válida — mas a encruzilhada deixou de estar no horizonte.
Chegamos a ela.
As candidaturas estão registradas, a campanha começou, os palanques estão sendo montados, a propaganda no rádio e na televisão se aproxima e os debates colocarão frente a frente candidatos que, até agora, puderam controlar cuidadosamente suas aparições públicas.
Em 4 de outubro, o país votará.
O quadro que emerge é simultaneamente favorável e perigoso para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Favorável porque Lula continua liderando as principais pesquisas nacionais.
Perigoso porque sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminui consideravelmente quando se projeta um segundo turno.
Além disso, os níveis elevados de rejeição aos dois principais candidatos revelam que esta será uma eleição disputada num ambiente de forte polarização política, social e emocional.
Seria, portanto, um erro grave imaginar que a eleição está encaminhada.
Não está.
A campanha começa agora de verdade.
Flávio ocupou o centro da direita No início de julho, o traço mais evidente do campo conservador era a fragmentação.
Havia o bolsonarismo familiar, dividido entre Flávio e Michelle Bolsonaro; a direita institucional de Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab; a direita liberal de Romeu Zema; e a nova direita digital de Renan Santos, que tenta importar para o Brasil uma combinação de Javier Milei com Nayib Bukele.
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