Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1: ‘todas as jornadas deveriam ser permitidas’
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro, defendeu falsa narrativa de 'liberdade' de negociação entre trabalhador e patrão sobre jornadas de trabalho
A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal do governo de Jair Bolsonaro (PL), Daniella Marques, criticou o fim da escala 6×1 e defendeu que todas as jornadas de trabalho deveriam ser permitidas. A declaração foi feita em entrevista a jornalistas no 25º Fórum Empresarial LIDE , nesta sexta-feira (21).
Daniella considerou o projeto que acaba com a escala 6×1 “populista e inócuo na realidade das famílias brasileiras”. Ela afirmou que o trabalhador deve ter liberdade para trabalhar o quanto quiser, e defendeu a falsa narrativa de que os empregados e os empregadores podem chegar a negociações favoráveis para ambos os lados.
“O problema não é a 6×1, é a falta de liberdade do cidadão para discutir seu contrato com o empregador”, disse. “Sou a favor da liberdade e da ampliação dessa liberdade. Todas as jornadas deveriam ser permitidas e cabe ao trabalhador e ao empregador decidirem de que forma que eles querem construir seus contratos”, declarou Daniella.
Daniella chegou a ser cotada para assumir o cargo de vice de Flávio na campanha presidencial, mas não recebeu aval do Republicanos.
Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC pelo fim da escala 6×1, que reduz a jornada de trabalho sem redução de salários. O projeto é amplamente apoiado pela população e também pelo governo do presidente Lula (PT), que também chegou a enviar uma proposta ao Congresso para avançar com o debate.
Agora, o projeto está em análise no Senado, mas encontra barreiras impostas pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP) e por bolsonaristas. No entanto, a previsão é que o projeto seja liberado para tramitação após conversas entre Alcolumbre e Lula.
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