Credores do GPA aprovam termos de debêntures após recuperação extrajudicial
O GPA (Grupo Pão de Açúcar) divulgou na última quarta-feira (12), em fato relevante, que a companhia obteve aprovação dos principais termos e condições para a emissão das novas debêntures após início do processo de recuperação extrajudicial da empresa.
A aprovação foi cedida por mais da metade dos credores sujeitos ao plano de recuperação.
Dessa quantidade, dois terços dos credores escolherem, como forma de pagamento, a opção que envolve a contribuição de novos recursos para o GPA .
Preços ao produtor nos EUA ficam estáveis em julho Aumento de juros para cumprir meta de inflação ainda é incerto, diz Barkin Petróleo cai mais de 3% com impasses entre EUA e Irã A companhia ainda informa que os termos ficarão disponíveis para consulta nos autos do processo e no site de relação com investidores do grupo.
O GPA enfrenta um plano de recuperação extrajudicial e está em busca de cerca de R$ 4,5 bilhões para quitar suas dívidas.
O anúncio foi feito em março deste ano , e o acordo teve autorização unânime do conselho de administração.
Um dia depois, a justiça aceitou o pedido da companhia, com o deferimento do processo pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
“Nesse período, a Companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”, disse em documento à época.
Grupo Pão de Açúcar firma acordo para plano de recuperação extrajudicial | ABERTURA DE MERCADO Agora, a empresa considera que as debêntures são parte essencial para que o plano dê certo.
“A aprovação representa uma etapa importante para implementação da solucção de reestruturação financeira prevista no Plano”, afirmou a empresa no fato relevante divulgado ontem.
Isso porque as debêntures são títulos de dívida, emitidos por empresas para captar recursos para financiamento de projetos.
Aos comprar debêntures, o credor empresta dinheiro para companhia e, em troca, recebe o valor de volta com juros.
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