Marca de moda presente em shoppings entra em falência depois de fechar 120 lojas e reduzir drasticamente sua operação
Marca de moda presente em shoppings fechou 120 lojas antes de entrar em falência. Veja por que a saída do fundador um ano antes chama atenção
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual marca de moda fechou 120 lojas antes da falência. Por que a saída do próprio fundador um ano antes chama atenção. Quem comprou a marca durante a recuperação judicial. O que aconteceu com o fundador depois de deixar o próprio negócio. Uma marca de moda que já vestiu diversas celebridades em tapetes vermelhos entrou com pedido de recuperação judicial depois de já ter fechado 120 lojas e reduzido drasticamente sua presença internacional nos meses anteriores.
A marca é a BCBG Max Azria, fundada em 1989, que em fevereiro de 2017 entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos depois de já ter fechado 120 lojas e reduzido significativamente a presença internacional da rede, movimento que a companhia vinha fazendo havia meses para tentar conter os prejuízos.
O nome da marca vem da expressão em francês “bon chic, bon genre”, e a empresa já havia vestido celebridades como Angelina Jolie, Victoria Beckham, Kate Winslet e Catherine Zeta-Jones em diferentes ocasiões, reputação construída ao longo de quase três décadas no mercado de moda.
– انت فين ؟ = واقف بره – قدامك محل ايه طيب ؟ – واقف بره pic.twitter.com/xLGGZNDNxS
Max Azria, o designer que deu nome à marca e comandou a empresa por quase três décadas, deixou o comando da companhia em 2016, exatamente um ano antes do pedido de recuperação judicial protocolado em 2017.
A proximidade entre a saída do fundador e o colapso financeiro da empresa reforçou, entre analistas do setor de moda, a leitura de que a companhia já vinha enfrentando dificuldades internas antes mesmo do problema se tornar público, com a crise se acelerando logo depois da saída de quem havia construído a identidade da marca desde o início.
As gestoras Marquee Brands e Global Brands Group assumiram os direitos de propriedade intelectual da BCBGMaxAzria, além das marcas irmãs BCBGeneration e Hervé Leger, por cerca de R$ 594 milhões, negócio fechado em julho de 2017, poucos meses depois do pedido de recuperação judicial.
Esse tipo de operação, comum em falências do varejo de moda, separa a marca em si (o nome, o design, a propriedade intelectual) da estrutura física de lojas: os novos donos passaram a explorar a BCBG principalmente por meio de licenciamento, sem manter a mesma rede extensa de lojas próprias que a empresa tinha antes da crise.
Depois de sair da empresa que fundou e viu entrar em falência menos de um ano depois, Max Azria migrou para fora do setor de moda, assumindo a função de CEO numa startup dedicada a luminárias que também funcionam como armadilhas contra insetos, mudança e tanto em relação a décadas dedicadas à alta-costura.
Ter vestido nomes conhecidos em tapetes vermelhos ajudava a construir prestígio de marca, mas não resolvia o problema de fundo que atingia boa parte do varejo de moda de médio porte na época: lojas físicas caras de manter, competição crescente do comércio eletrônico e mudança no comportamento de compra das consumidoras, que passaram a pesquisar preço e itens específi
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