Dívida de R$ 132 milhões pode transformar credores em donos de 15 usinas solares
Investidores que colocaram R$ 113,3 milhões em um título de renda fixa lastreado em usinas solares podem terminar a operação como sócios dos próprios ativos.
Uma execução de R$ 132,9 milhões movida pelo BTG contra garantidores ligados a outra operação acionou um gatilho no CRI da Evolua Energia Operacional 2, dona de 15 usinas fotovoltaicas.
Agora, os credores serão chamados a decidir se aceleram a dívida e avançam sobre as ações da companhia.
A cobrança do BTG envolve notas comerciais da Infrasolar Holding e alcança a Infracapital Brasil FIP e João Alberto Bertin Sanches, que também figuram como fiadores do CRI da Evolua.
A ligação entre as duas estruturas foi suficiente para a Habitasec, securitizadora da operação solar, levar aos investidores a possibilidade de vencimento antecipado.
Procurada pelo Radar Econômico, a Habitasec afirmou que só tomou conhecimento da execução em meados de julho e ressaltou que a Infrasolar não integra sua emissão.
O problema, porém, não veio apenas de fora.
O fundo de reserva do próprio CRI ficou abaixo do nível previsto no contrato.
Em maio, foi necessário recompor R$ 158,8 mil.
A Habitasec informou ao Radar que o desenquadramento referente a julho ainda não foi regularizado.
Na prática, a execução do BTG acionou um dos alarmes de uma estrutura que já apresentava um descumprimento próprio.
Se os investidores decidirem antecipar a dívida e executar as garantias, o desfecho poderá ser pouco convencional para quem comprou um papel de renda fixa.
A proposta em discussão prevê avaliar 100% das ações da Evolua Energia Operacional 2, transferi-las à securitizadora e integralizá-las em um fundo imobiliário.
Os credores receberiam cotas subordinadas desse FII como pagamento e passariam, indiretamente, a ter exposição patrimonial às 15 usinas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.