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Economia

Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa retoma alta com VALE3 após cair com receio fiscal

InfoMoney ·
Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa retoma alta com VALE3 após cair com receio fiscal

Bolsa brasileira termina quarta-feira em queda com reação a Fed e inflação persistente

O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira em movimento de retração, com o Ibovespa cedendo terreno em meio à pressão dos mercados internacionais. Os investidores reagiram aos rumos da política monetária americana e às perspectivas de juros elevados por mais tempo, fatores que também afetaram moedas e ativos globais nesta semana marcada por volatilidade.

Ibovespa fecha em baixa na quarta-feira

O índice de referência da bolsa brasileira registrou queda de 0,51% ao encerrar a sessão, fechando em 185.547,66 pontos. O movimento representou uma diferença de quase mil pontos em relação à abertura, com o índice oscilando entre máxima de 186.738,25 e mínima de 184.753,98 durante o dia. O volume negociado chegou a 29,80 bilhões de reais, indicando atividade significativa dos investidores.

Apesar da queda registrada na quarta-feira, o período mais amplo mostra um mercado resiliente. Na comparação semanal, o Ibovespa acumula perdas de 0,89%, resultado de volatilidade nos últimos pregões, sendo quarta e segunda as maiores quedas. No entanto, quando observado o mês de setembro, o índice ainda apresenta ganhos de 4,58%, refletindo o desempenho positivo acumulado até a semana anterior. No terceiro trimestre de 2026, o índice soma valorização de 7,86%, enquanto no acumulado do ano a bolsa brasileira está em alta de 15,16%.

Wall Street reage com pessimismo à decisão do Federal Reserve

Os mercados internacionais terminaram em queda após o anúncio do Federal Reserve sobre a política monetária americana. O índice Dow Jones caiu 1,18% em Nova York, fechando em 51.462,55 pontos. O S&P 500 registrou queda menor, de 0,44%, atingindo 7.552,24 pontos, enquanto o Nasdaq praticamente se manteve estável, com variação de apenas 0,01%, fechando em 25.978,42 pontos.

A reação negativa dos mercados americanos não se deveu apenas ao aumento nas taxas de juros em si, uma medida que já era aguardada pelos investidores. O que afetou a confiança foi o tom comunicado pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante a entrevista coletiva realizada após o anúncio. De acordo com análise de especialistas acompanhados pela mídia financeira, as declarações de Warsh continham um tom mais agressivo do que o mercado esperava, sugerindo que a instituição mantém uma postura mais firme com relação ao controle inflacionário.

Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth, observou que, embora o anúncio em si estivesse "dentro do consenso" esperado pelos analistas, as colocações mais duras de Warsh podem significar que os patamares de rendimento mais elevados vieram para permanecer num horizonte mais longo. Isso preocupa o mercado, já que juros mais altos por mais tempo impactam a avaliação de ativos, especialmente ações de crescimento.

Rendimento de títulos americanos volta a ultrapassar barreira psicológica

Um dos principais indicadores de reação dos investidores foi o comportamento da curva de juros americana. O rendimento dos títulos de dez anos voltou a superar o patamar de 5%, um nível considerado uma barreira psicológica importante pelos operadores. Segundo comentários de analistas à mídia financeira, essa movimento na curva de juros, combinado com a perspectiva de que a inflação permaneça em patamares altos durante um período prolongado, pode se transformar em obstáculo significativo para a performance dos mercados no curto prazo.

A persistência esperada de inflação elevada cria um dilema para os formuladores de política monetária. De um lado, a necessidade de controlar a inflação exige manutenção de juros mais altos. Do outro, juros mais altos pressuram a economia, reduzem o apetite por risco e afetam a lucratividade das empresas ao elevar seus custos de financiamento.

Juros futuros brasileiros recuam ante perspectiva internacional

Os contratos de DI, que refletem as expectativas de juros futuros na economia brasileira, fecharam a quarta-feira em queda por toda a estrutura da curva. O contrato de taxa de juros para fevereiro de 2027 terminou estável em 13,58%, sem variação. No entanto, os contratos com vencimentos mais longos sentiram mais pressão.

O contrato para fevereiro de 2028 cedeu 0,045 pontos percentuais, fechando em 13,625%. O vencimento de 2029 perdeu 0,075 pontos, atingindo 13,865%. Movendo-se para os anos seguintes, o contrato de 2031 recuou 0,160 pontos para 14,070%, enquanto o de 2032 caiu 0,165 pontos, fechando em 14,160%. O vencimento de 2033 cedeu 0,180 pontos, chegando a 14,190%, e o de 2034 também perdeu 0,180 pontos, terminando em 14,205%. Por fim, o contrato para 2035 registrou a maior queda, de 0,195 pontos, fechando em 14,195%.

Esse padrão de queda maior nas pontas mais longas da curva reflete expectativas dos investidores de que a inflação pode começar a ceder num período mais distante, permitindo eventual redução de juros futuros após uma manutenção prolongada em níveis elevados.

Dólar cai frente ao real apesar de força ante outras moedas

O dólar comercial registrou queda de 0,06% frente ao real na sessão de quarta-feira, voltando a cair após duas altas consecutivas. A moeda americana fechou com cotação de compra e venda em torno de 5,151 reais, tendo oscilado entre mínima de 5,137 e máxima de 5,166 durante o dia.

O movimento de queda do dólar frente ao real aconteceu na direção oposta ao observado em relação a outras moedas de economias desenvolvidas. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de divisas de países ricos, avançou 0,64%, chegando aos 100,25 pontos. Essa divergência indica que o real se apreciou especificamente em relação ao dólar, enquanto a moeda americana ganhou força frente a outras divisas globais.

Ações de maior volatilidade e maior movimento

No dia, as ações que registraram as maiores quedas percentuais foram as siderúrgicas e do setor de energia. A Priorizações fechou em queda de 4,72%, negociada a 62,58 reais por ação. A Petrobras PN perdeu 4,27%, fechando a 53,83 reais, enquanto a Petrobras ON recuou 3,53%, chegando a 48,65 reais. A Usiminas PN caiu 3,17% para 7,03 reais, e a Brasil Agro perdeu 2,93%, negociada a 20,85 reais.

Entre os ganhos, o varejo online liderou as altas. O Magazine Luiza avançou 6,64%, fechando em 5,94 reais por ação. A Asai, varejista de alimentos, ganhou 4,66%, chegando aos 10,10 reais. A Companhia Siderúrgica Nacional subiu 4,03% para 6,46 reais, a Raiadrogasil avançou 4,01% para 20,23 reais, e a Lojas Renner ganhou 3,14%, fechando em 11,50 reais.

Quanto aos papéis mais negociados em quantidade de transações, a Petrobras ON liderou com 71.952 operações, seguida pela Vale com 56.739 negócios. Banco do Brasil, BPAC e Sabesp também estiveram entre os ativos mais movimentados.

Contexto: O cenário de juros elevados e inflação persistente

O aumento de juros pelo Federal Reserve reflete o desafio global de combater inflação persistente. O banco central americano enfrece a necessidade de equilibrar o controle de preços com o risco de desacelerar a economia. A comunicação mais agressiva de seus dirigentes sinalizou que essa batalha contra a inflação ainda está longe de terminar, mantendo a pressão sobre os mercados.

No Brasil, essa dinâmica internacional influencia as perspectivas de investidores. Juros mais altos nos EUA tornam os ativos americanos mais atraentes, potencialmente reduzindo o fluxo de capital para mercados emergentes como o brasileiro. A variação do dólar e as expectativas sobre juros futuros refletem essas mudanças no apetite por risco entre os investidores globais.

O que acompanhar

Os próximos pregões podem trazer novos desenvolvimentos sobre a sustentabilidade dos juros elevados nos EUA e seu impacto sobre as economias emergentes. Os investidores devem acompanhar novas declarações de autoridades do Federal Reserve, dados de inflação americana e qualquer sinalização sobre o timing de possíveis reduções de juros. No contexto brasileiro, a evolução da inflação doméstica e as decisões do Banco Central sobre política monetária continuarão sendo fatores centrais para a direção dos mercados.

Principais pontos:
• Ibovespa encerrou com queda de 0,51%, em 185.547,66 pontos, pressionado pela reação adversa nos mercados americanos
• Federal Reserve aumentou juros e comunicado do presidente Kevin Warsh sinalizou postura mais agressiva no controle inflacionário
• Rendimentos de títulos de dez anos americanos voltaram a ultrapassar 5%, barreira psicológica para investidores
• Dólar caiu 0,06% frente ao real, enquanto setores de energia e siderurgia lideraram perdas na bolsa brasileira

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Resumo reescrito automaticamente pelo 5News a partir da matéria original. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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