PS critica negócio na REN e defende “regras precisas” para entrar no capital das empresas
O líder parlamentar do Partido Socialista, Eurico Brilhante Dias, argumenta que “ninguém percebe” a operação de entrada do Governo na REN , com a compra de 13,7% do capital da empresa, questionando se “foi o Estado que teve iniciativa para comprar ou foi o vendedor que quis vender?”.
O socialista defende, por isso, “regras precisas” para o Estado entrar em empresas privadas.
Com os preços dos combustíveis a dispararem, Brilhante Dias alerta para ameaças à “coesão social”.
REN.
Comprar fatia de 13,7% em bolsa teria demorado 730 dias Ler Mais Um mês depois de ter sido noticiada a volta do Estado ao capital da REN, num negócio de 324,7 milhões de euros, Brilhante Dias argumenta que “as respostas não chegam e o PS vai ter uma iniciativa legislativa nesse âmbito”.
“Ninguém percebe aquela aquisição” , diz .
“Saiu a notícia de que o Governo terá contratado o Caixa BI para confirmar um valor proposto pelo vendedor.
Só uma entidade para validar um preço proposto pelo vendedor? Isso é a forma de o Estado fazer a alocação de recursos públicos? Deve ser caso único, em que, para fazer uma aquisição com um prémio, temos apenas uma entidade a validar o preço”, atira, em entrevista ao Público/Renascença .
Dividendo “atrativo” foi “relevante” na reentrada na REN Ler Mais O líder parlamentar socialista adiantou ainda que o partido vai apresentar uma proposta para mudar a lei de forma a criar regras precisas para o aumento da participação do Estado em entidades privadas.
Sobre os preços dos combustíveis , o líder parlamentar do PS sublinha que Portugal está “a viver um momento muito agudo”, defendendo que se deve colocar a questão em Bruxelas para poder avançar com uma descida direta no IVA.
Diz que cabe ao Governo decidir as medidas para aliviar a pressão sobre as famílias e avisa que “está em causa a coesão social.
Se o Governo continuar sem fazer nada, temos um problema de coesão social”.
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