União Europeia adota programa de 115 milhões de euros para inovação rápida na defesa
O Conselho da União Europeia anunciou esta segunda-feira a adoção do programa AGILE no valor de 115 milhões de euros, destinado a acelerar o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias inovadoras na defesa.
O instrumento que pretende aproximar pequenas empresas, startups e empresas em expansão das necessidades operacionais das Forças Armadas europeias , “com financiamento mais rápido e flexível”, já tinha recebido luz verde do Parlamento Europeu a semana passada.
PE aprova programa financeiro de 115 milhões para defesa Ler Mais “Agradeço ao Conselho e ao Parlamento Europeu a sua rápida adoção, que mantém o ritmo estabelecido pela Comissão.
Ajudar as nossas PME e os nossos inovadores a introduzir tecnologias no mercado mais rapidamente ajuda não só a reforçar a soberania tecnológica da Europa, mas também, e sobretudo, a manter os europeus seguros.
A inovação é fundamental”, saudou a vice-presidente executiva da Comissão responsável pela Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, citada em comunicado da Comissão .
O programa deverá estar operacional no início de 2027 , com o objetivo de levar tecnologias disruptivas do laboratório para o terreno num prazo mais curto, numa altura em que a guerra na Ucrânia tem demonstrado a importância de adaptar rapidamente as capacidades militares.
O AGILE prevê apoiar “entre 20 e 30 projetos, disponibilizando até 100 % de financiamento para todos os custos elegíveis” .
O prazo entre a candidatura e a decisão de atribuição do financiamento será de apenas quatro meses, enquanto as tecnologias apoiadas deverão chegar às forças de defesa num período de um a três anos .
Bruxelas com 115 milhões para ‘agilizar’ defesa disruptiva Ler Mais “A inovação está no cerne da prontidão da UE em matéria de defesa.
A Ucrânia mostra-nos todos os dias que a guerra moderna é ganha por aqueles que inovam rapidamente.
Temos de trazer novos intervenientes para a indústria da defesa e ajudá-los a transformar ideias disruptivas em soluções eficazes em termos de custos que possam chegar rapidamente ao campo de batalha”, refere Andius Kubilius, comissário para a Defesa e Espaço, na mesma nota de imprensa.
Este instrumento abrange duas áreas principais: “desenvolvimento orientado para missões específicas de produtos e tecnologias de defesa disruptivos e entrega ao mercado”, facilitando a sua adoção pelas forças armadas europeias.
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