Câmara do Porto manda retirar acampamento de protesto contra preços da habitação
A Câmara Municipal do Porto indicou esta segunda-feira que o acampamento em protesto contra os preços da habitação que decorria na Praça D.
João I estava a ocupar indevidamente o espaço público, razão pela qual foi retirado pelas autoridades.
Em comunicado, a autarquia presidida por Pedro Duarte (PSD/CDS/IL) refere que “a ocupação da Praça D.
João I através da instalação de um acampamento foi avaliada pelas entidades competentes e forças de segurança, a quem cabe atuar em conformidade com a lei, não permitindo a ocupação ilegal e degradação do espaço público “.
“Nesse sentido, na manhã de hoje, deu-se início a uma ação conjunta entre a PSP, a Polícia Municipal e a Porto Ambiente [empresa municipal], para remover os objetos que ocupavam indevidamente o espaço público da Praça D.
João I”, justifica a autarquia.
Reforçando que “pauta a sua atividade pelo estrito cumprimento da lei e respeita o direito à manifestação”, a Câmara do Porto sublinha, no entanto, que “considera essencial que a utilização do espaço público decorra dentro do disposto na legislação em vigor e salvaguarde as condições de segurança, circulação e usufruto por todos os cidadãos” .
As autoridades policiais retiraram esta segunda-feira feira de manhã as tendas montadas da Praça D.
João I, no centro da cidade, desde sábado no âmbito de um protesto contra o aumento do custo de vida e o preço da habitação .
À Lusa, um dos representantes do movimento “Não consegues pagar renda? Traz tenda “, João Silveira, disse que a polícia chegou por volta das 6h30 e as tendas começaram a ser retiradas “pacificamente” às 8h00.
Entretanto, cerca das 10h30, o grupo iniciou uma assembleia para “acertar a continuação da luta”.
“ Retiraram as tendas, mas nós vamos continuar aqui, de forma pacífica e ordeira, como estivemos até agora .
Vamos reunir agora em assembleia para preparar uma grande assembleia na quarta-feira, com a presença de movimentos, partidos e de quem se quiser associar a esta nossa luta”, explicou à Lusa João Silveira.
A cerca de 20 metros do grupo mantêm-se cerca de 10 elementos da PSP que, desde manhã, tem vigiado a manifestação e o levantamento do acampamento.
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