domingo, 11 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Economia

Cerâmica e cristal alertam para risco de encerramento de empresas

Jornal Económico ·
Cerâmica e cristal alertam para risco de encerramento de empresas

A subida do petróleo e gás natural tem pressionado os setores mais intensivos em energia, como o da cerâmica e cristal, que temem mesmo ver empresas a fecharem portas fruto da atual crise.

Com margens esmagadas pela concorrência vinda do Oriente, subir preços não é uma hipótese, e as medidas desenhadas pelo Governo irão sobretudo agravar o endividamento das empresas – muitas já pressionadas pela tesouraria.

No segmento do vidro de embalagem, a situação é menos preocupante, mas a pressão não deixa de se fazer sentir.

O agravamento de custos para as empresas tem como consequência mais óbvia a subida generalizada de preços, assumindo que existe margem para tal.

Mas, nalguns casos, tal não é possível, sobretudo dada a necessidade de competir com outras economias com custos de produção consideravelmente mais baixos.

É esse o caso da cerâmica e cristal, que enfrenta uma concorrência crescente vinda da Ásia, sobretudo da China e Índia.

As margens das empresas nacionais ficam assim esmagadas, tornando impossível aumentos de preços no consumidor para repercutir a escalada de custos causada pela vertente energética.

“Atendendo ao excesso de oferta que neste momento aparece no mercado, as possibilidades de repercutir estes aumentos de custo de energia são muito reduzidas.

Portanto tememos que as empresas não tenham margem para acomodar isto e que algumas delas tenham de ficar pelo caminho”, alerta Paulo Almeida, vice-presidente da Apicer – Associação Portuguesa da Indústria Cerâmica, lembrando também as diferenças a nível “ambiental, laboral e social” que enfrentam em relação às concorrentes asiáticas.

Por outro lado, o recurso ao lay-off também não é solução, dado que “o mercado continua aberto”.

Ou seja, “se as empresas saírem do mercado, depois é muito difícil voltar”.

No início da crise, aponta, o setor acreditava conseguir “encaixar e aguentar” apenas cerca de quatro semanas de preços elevados, mas, passados mais de seis meses, o gás natural passou de cerca de 32 para 73-75 euros/MWh.

Como tal, as medidas apresentadas na passada semana pelo Governo são insuficientes, dado que uma situação que parecia temporária ameaça cada vez mais tornar-se estrutural.

Junta-se a isto o facto de os apoios serem maioritariamente via linhas de crédito, algo que agravará ainda mais os problemas de tesouraria do setor, que é composto sobretudo por empresas de pequena e média dimensão.

Ler a notícia completa no Jornal Económico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

Mais de Jornal Económico

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›