UE apela para eleições palestinianas o mais rápido possível
A União Europeia (UE) lamentou hoje o adiamento das eleições palestinianas, frisando que é crucial renovar a legitimidade das instituições e apelando a que se realizem "o mais rapidamente possível".
Em conferência de imprensa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da União Europeia (UE), no Luxemburgo, a chefe da diplomacia do bloco comunitário, Kaja Kallas, salientou que os Estados-membros "lamentaram o adiamento das eleições palestinianas".
"As eleições legislativas e presidenciais palestinianas devem realizar-se o mais rapidamente possível.
A UE está disponível para apoiar o processo, incluindo através de uma missão de observação eleitoral da UE", defendeu.
As eleições legislativas palestinianas, que não se realizam desde 2006, estavam inicialmente agendadas para o próximo dia 28 de novembro, enquanto a eleição presidencial estava prevista para o início de 2027.
No entanto, o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, convocou no sábado, por decreto, as duas eleições para 11 de setembro de 2027, atribuindo o adiamento a "obstáculos" impostos por Israel e à "necessidade de criar condições políticas, de segurança e concretas adequadas".
Israel, que realiza eleições legislativas no próximo dia 27 de outubro, negou qualquer responsabilidade sobre o adiamento anunciado pela Autoridade Palestiniana.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança frisou ainda que, após 20 anos sem eleições legislativas, "as instituições palestinianas precisam de uma legitimidade renovada".
Na mesma conferência de imprensa, Kaja Kallas voltou a condenar os ataques dos rebeldes xiitas Huthis do Iémen ao aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, classificando-os como "atos de terrorismo absolutamente injustificáveis".
"Não pode haver qualquer justificação para ataques indiscriminados contra infraestruturas civis", afirmou.
A chefe da diplomacia europeia salientou que, perante o intensificar dos ataques dos Huthis, o papel da operação da UE "Aspides" - que escolta navios no mar Vermelho - é "ainda mais crucial", voltando a apelar ao reforço dos seus meios navais.
Apesar de agradecer a dois Estados-membros por se terem disponibilizado para dar mais meios navais à operação, Kallas advertiu que "é evidente que são necessários mais".
"Precisamos de, pelo menos, 10 navios e ainda estamos longe de atingir esse número", advertiu, frisando que alguns Estados-membros indicaram que estão a haver discussões em curso sobre essa matéria a nível nacional.
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