Do Canadá à IA: O discurso de von der Leyen sobre o Estado da União em dez pontos
Durante cerca de uma hora e quinze minutos, a presidente da Comissão Europeia apresentou aos eurodeputados as prioridades de Bruxelas para o novo ano legislativo.
O chamado discurso sobre o Estado da União — o sexto de Ursula von der Leyen desde que chegou à liderança do Executivo comunitário — mais do que se focar em soluções para reavivar o crescimento da economia, teve nas relações com o Canadá o maior destaque, conquistando até aplausos de várias bancadas do hemiciclo do Parlamento Europeu.
Ainda assim, houve anúncios relevantes na área da defesa, tais como as propostas de relançar o Conselho Europeu de Segurança e de usar as verbas restantes do programa SAFE para financiar projetos conjuntos com a Ucrânia — uma forma de a União Europeia (UE) continuar a apoiar Kiev na sua luta contra a invasão russa.
UE propõe que Canadá se torne o “primeiro membro associado” Ler Mais Como esperado, von der Leyen confirmou que a Comissão Europeia vai apresentar amanhã o “EU Kids Act”, um regulamento que vai proibir o uso das redes sociais a crianças com menos de 13 anos, enquanto os adolescentes entre os 13 e os 15 anos terão “mini-contas” criadas pelos pais ou tutores, com funcionalidades limitadas e sujeitas a um máximo de uma hora por dia de utilização de ecrãs.
Veja os principais pontos que marcaram o discurso esta manhã da líder do Executivo comunitário.
Canadá como “membro associado” da UE Depois de, na semana passada, ter sido noticiado que a União Europeia e o Canadá estavam a trabalhar numa nova aliança , e que o primeiro-ministro do país estaria presente esta quarta-feira no hemiciclo, era expectável que as relações com Ottawa merecessem destaque no discurso proferido por von der Leyen.
Na verdade, ficou marcado por um anúncio histórico: Bruxelas pretende “elevar a parceria com o Canadá ao mais alto nível possível” e irão trabalhar em conjunto para “abrir as portas para que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia”.
Referindo-se, indiretamente, a Donald Trump, a presidente da Comissão Europeia sustentou que “não se trata de uma parceria contra ninguém, mas sim em prol da [sua] força comum”.
Uma das áreas-chave será a energia, sendo que ambos já colaboram na energia nuclear, nas tecnologias limpas e na redução das emissões de metano.
Este anúncio, contudo, apanhou de surpresa os Estados-membros.
Um diplomata citado pelo Politico disse que “ ninguém sabe realmente o que significa” um país tornar-se membro associado do bloco comunitário, enquanto outro alertou que qualquer estatuto de adesão associada exigiria alterações aos tratados fundamentais da UE — o que é “impossível” devido à falta de apoio.
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