Suécia: coligação de esquerda não é a única opção para os social-democratas
Os partidos políticos suecos iniciaram negociações para a formação de coligações, num quadro em que ainda não é absolutamente seguro qual dos dois blocos – a direita ou o centro-esquerda – irá liderar o próximo governo.
A líder dos social-democratas, Magdalena Andersson, tem uma pequena vantagem sobre a direita (que pretende coliga-se com a extrema-direita) e deu início ao longo e difícil processo de tentativa de formar um novo governo, mas nada está fechado.
Com 95% dos votos apurados, os sociais-democratas e o bloco de centro-esquerda asseguram uma vantagem estreita, de 176 lugares (100 dos quais para os social-democratas), contra 173 dos partidos de direita.
O Partido Moderado, do ainda primeiro-ministro, conseguiu 70 deputados e o Democratas Suecos ficou-se pelos 62 deputados (17,5% dos votos).
O Partido do Centro, que elegeu apenas 25 deputados, poderá tornar-se essencial face ao apertado resultado das eleições suecas, dado que anunciou a sua disposição de iniciar negociações para a formação de governo com os social-democratas, o que pode conferir algumas garantias a Magdalena Andersson.
Mas a indefinição mantém-se.
Para já, e segundo a imprensa sueca, a única certeza é que, depois de, pela primeira vez desde a sua fundação, o partido de extrema-direita Democratas Suecos, que esperava entrar no governo pela primeira vez, ter perdido apoio, está fora de cena.
Mas muitas das suas propostas políticas – sobre leis de imigração, integração e criminalidade – tornaram-se comuns, inclusivamente no centro-esquerda.
Tanto Andersson como o primeiro-ministro cessante, de centro-direita, Ulf Kristersson, do Partido Moderado, afirmaram que desejam explorar possíveis opções de coligação para garantir a permanência no poder.
Ou seja, uma das hipóteses é a formação de uma grande coligação ao centro – que baniria os extremos, tanto à direita como à esquerda.
Após uma longa noite eleitoral durante a qual houve apenas um lugar de diferença entre os dois blocos, os líderes social-democratas reuniram com Andersson na manhã desta segunda-feira.
O porta-voz dos Social-Democratas, Tobias Baudin pediu a renúncia de Kristersson, que liderou o governo de coligação de direita com o apoio dos Democratas Suecos.
“Os eleitores manifestaram-se e deram-lhe nota negativa, tanto a si próprio como ao seu governo”, disse Baudin.
“Ele deve renunciar.
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