TAP pode ajudar Lufthansa a criar 4.º maior grupo aéreo mundial
A integração da TAP no grupo Lufthansa poderá dar origem ao quarto maior grupo de aviação comercial do mundo em receitas, com um volume de negócios conjunto estimado em 47 mil milhões de euros.
A projeção foi apresentada pelo Governo esta quarta-feira, 14 de outubro, depois de o Executivo ter escolhido a companhia alemã para adquirir até 49,9% do capital da transportadora portuguesa, numa operação que prevê um encaixe de 1.201 milhões de euros para o Estado.
De acordo com os dados divulgados pelo Governo, o grupo resultante da integração ultrapassaria a Air France-KLM e a IAG, proprietária da British Airways e da Iberia, tornando-se o maior grupo europeu de aviação em receitas.
A classificação mundial ficaria atrás apenas das norte-americanas Delta Air Lines, United Airlines e American Airlines.
A operação permitirá à Lufthansa reforçar a sua presença em mercados onde a TAP já dispõe de uma rede consolidada, sobretudo no Brasil e noutros países da América Latina e de língua portuguesa.
A companhia portuguesa deverá funcionar como uma plataforma do grupo alemão para as ligações ao Atlântico Sul, aproveitando a posição geográfica de Lisboa e a procura associada aos mercados transatlânticos.
A dimensão do grupo combinado também aumentaria em número de passageiros e de aeronaves.
Segundo as estimativas apresentadas pelo Executivo, a Lufthansa e a TAP passariam a transportar cerca de 168 milhões de passageiros por ano, o que colocaria o grupo na sexta posição mundial e na segunda posição europeia neste indicador.
Em termos de frota, as duas companhias reuniriam 942 aeronaves, tornando-se o sexto maior grupo mundial e o maior da Europa.
Os números traduzem a dimensão potencial da integração, embora a concretização dos benefícios dependa da execução dos planos operacionais e da evolução do mercado da aviação.
A Lufthansa prevê aumentar a frota da TAP para 117 aviões até 2035 e para 130 aeronaves depois dessa data.
O plano inclui a possibilidade de transferir até oito Airbus A350-900 para a companhia portuguesa após 2030, reforçando a capacidade nos voos de longo curso.
O investimento adicional previsto para a frota situa-se entre três mil e quatro mil milhões de euros, de acordo com os elementos apresentados pelo Governo.
Quota na América Latina poderá subir para 20% Um dos principais objetivos estratégicos da operação é aumentar a presença do grupo alemão na América Latina.
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