Confiança dos consumidores cai e clima económico aumenta em agosto
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em agosto, após três aumentos mensais consecutivos, enquanto o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuperou da quebra registada em julho, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com os inquéritos de conjuntura do INE, o indicador de confiança dos consumidores diminuiu em agosto, após ter aumentado entre maio e julho, penalizado pelas perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, a realização de compras importantes por parte das famílias e a situação financeira do agregado familiar.
Em sentido contrário, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar registaram um contributo positivo.
Segundo o instituto estatístico, o saldo das apreciações dos consumidores sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos últimos quatro meses, após ter registado em abril o maior aumento desde maio de 2008.
Quanto ao saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços, aumentou em agosto, depois de ter diminuído entre abril e julho.
Já o indicador de clima económico, baseado em inquéritos às empresas, subiu em agosto, após ter diminuído no mês anterior, com os indicadores de confiança a aumentarem na construção e obras públicas e nos serviços, mas a diminuírem no comércio e na indústria transformadora.
Na construção e obras públicas, o indicador aumentou nos dois últimos meses, após ter diminuído em junho, registando o valor mais elevado desde janeiro de 2002, em resultado dos contributos positivos de ambas as componentes: perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas.
Segundo o INE, o indicador de confiança dos serviços também aumentou em agosto, após ter diminuído no mês precedente, refletindo apenas o contributo positivo das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas.
Em sentido oposto, o indicador de confiança no comércio diminuiu em julho e agosto, após ter aumentado em junho, refletindo os contributos negativos das apreciações sobre o volume de ‘stocks’ atual e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses.
Já na indústria transformadora, o indicador diminuiu em julho e agosto, após ter estabilizado nos dois meses anteriores, resultando apenas do contributo negativo das perspetivas de produção.
O INE detalha que o saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou no comércio, na indústria transformadora e na construção, tendo diminuído nos serviços.
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