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Morreu Balladur, ex-primeiro-ministro de França

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Morreu Balladur, ex-primeiro-ministro de França

O conservador Édouard Balladur, primeiro-ministro de França de 1993 a 1995, na fase final da presidência do socialista François Mitterrand, morreu esta segunda-feira em Paris, aos 97 anos.

Édouard Balladur será recordado na história política francesa como o “amigo de trinta anos” de Jacques Chirac, que se tornou seu rival durante a acesa campanha presidencial de 1995, que pôs fim às suas ambições.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, prestou homenagem a “um servidor exigente, ponderado e dedicado” de França.

Député de Paris, ministre puis Premier ministre, ce fidèle du Président Pompidou qu’il accompagna durant son mandat avait la France au cœur. Il en fut le serviteur exigeant, mesuré, dévoué.

Já o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, referiu na rede social X que Balladur “foi um estadista com espírito reformista e continuará a ser um modelo para muitos homens e mulheres da sua família política”.

Édouard Balladur est associé à cinquante années de l’histoire de la Vème Republique.

De ses débuts auprès de Georges Pompidou, jusqu’à son accession à Matignon, il est une figure majeure de notre vie publique.

“É com imensa tristeza que tomei conhecimento da morte de Édouard Balladur, figura proeminente do gaullismo e antigo primeiro-ministro de França. Fiel às suas convicções de direita e liberais, bem como a uma certa moderação na sua expressão, era avesso aos excessos do passado”, lamentou Bruno Retailleau, líder do partido Os Republicanos, movimento que se autoproclama herdeiro do gaullismo.

De origem arménia, nascido em 1929 em Izmir, na Turquia, e radicado em França desde 1935, Balladur formou-se na prestigiada ENA (Escola Nacional de Administração) e iniciou a sua carreira nos altos escalões do Estado como colaborador próximo do presidente Georges Pompidou entre 1969 e 1974.

Aos 35 anos, juntou-se à equipa de Georges Pompidou, então primeiro-ministro de Charles de Gaulle. Durante os acontecimentos de Maio de 1968, uma revolta estudantil seguida de uma greve geral maciça, participou, ao lado de Jacques Chirac, nos Acordos de Grenelle, assinados entre os sindicatos e o governo.

Acompanhou o seu mentor ao Palácio do Eliseu como secretário-geral adjunto e, mais tarde, como secretário-geral da Presidência.

Mais tarde, Jacques Chirac, então líder do partido de direita RPR, recrutou-o para regressar à política na década de 1980. Em 1988, François Mitterrand foi reeleito para um segundo mandato presidencial e a direita perdeu as eleições legislativas.

A desforra chegaria cinco anos depois, nas legislativas de 1993, forçando o presidente socialista a mais um período de coabitação. Como líder da direita, Jacques Chirac não desejava regressar ao cargo de primeiro-ministro e cedeu-o a Édouard Balladur.

Durante muito tempo considerado favorito, viu a sua vantagem diminuir ao longo das semanas e Jacques Chirac acabou por se qualificar para a segunda volta, acabando eleito Presidente da República contra o socialista Lionel Jospin.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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