CIP quer debater reforma da Segurança Social “sem tabus”. CGTP vê “falsidades” no relatório
A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defendeu esta quarta-feira um debate “sem tabus, linhas vermelhas ou pressupostos ideológicos” sobre o tema da Segurança Social , na sequência do relatório do grupo de trabalho criado para estudar a reforma do sistema.
“É muito positivo abrirmos a discussão sobre o tema Segurança Social para conseguirmos um debate plural, abrangente e sobretudo esclarecedor.
Um debate sem tabus, linhas vermelhas ou pressupostos ideológicos ”, afirma a CIP num comentário escrito enviado à agência Lusa.
Fator de sustentabilidade pode vir a cortar 41% da pensão Ler Mais A reação da confederação empresarial surge na sequência do relatório “ Reformar as Pensões em Portugal – Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo – um Contrato entre Gerações “, apresentado na terça-feira pelo grupo de trabalho criado pelo Governo para “propor medidas tendentes à reforma da Segurança Social”.
Embora esteja ainda a analisar as mais de 600 páginas do relatório, remetendo para mais tarde “uma análise ponderada sobre as conclusões”, a CIP destaca a importância de abrir um debate sobre o tema, considerando que “seria um erro viver na expectativa de que tudo estaria bem”.
A este propósito, a confederação nota que este é um “debate em curso em vários dos congéneres europeus” de Portugal, aos quais defende que o país pode “também ir beber alguma aprendizagem” .
É muito positivo abrirmos a discussão sobre o tema Segurança Social para conseguirmos um debate plural, abrangente e sobretudo esclarecedor.
Um debate sem tabus, linhas vermelhas ou pressupostos ideológicos.
CIP Em contraste, a CGTP defendeu esta tarde que o relatório do grupo de trabalho sobre a reforma da Segurança Social recorre a “falsidades, ambiguidades e confusões” para concluir pela insustentabilidade do sistema , visando por em causa os direitos dos trabalhadores e reformados.
“Este relatório encomendado pelo Governo insere-se numa ação que visa o assalto aos vultosos recursos da Segurança Social e pôr em causa os direitos dos trabalhadores e reformados, o prosseguimento do prolongamento da idade de reforma [e] a eliminação do direito à reforma antecipada que hoje é reconhecido, entre outros inadmissíveis retrocessos”, acusa a central sindical em comunicado.
Afinal, Segurança Social tem défice de 1,9 mil milhões Ler Mais Segundo sustenta, o grupo de trabalho “assenta a tese da insustentabilidade do sistema público de Segurança Social e as soluções que preconiza para o problema num misto de falsidades, ambiguidades e confusões, lançando dúvidas quer sobre a atual robustez financeira que o sistema apresenta , quer sobre a própria arquitetura e composição”.
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