Eliminados 241 ninhos de vespa velutina em Oliveira do Hospital este ano
"C omparativamente ao mesmo período do ano passado, quando tinham sido destruídos 210 ninhos até agosto, verifica-se este ano um aumento de cerca de 15 por cento, correspondente a mais 31 ninhos eliminados", destacou.
De acordo com uma nota de imprensa daquela autarquia do interior do distrito de Coimbra, a destruição de 241 ninhos de vespa velutina (vulgarmente também identificada por vespa asiática) no concelho desde o início de 2026 é resultado de "um trabalho contínuo de vigilância, monitorização e intervenção desenvolvido em todo o território".
"Julho foi o mês de maior incidência, concentrando praticamente metade das ocorrências registadas este ano. Só nesse mês, o Serviço Municipal de Proteção Civil [da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital] eliminou 119 ninhos, ao longo de 19 dias de intervenção, refletindo o período de maior atividade da vespa velutina e a pronta resposta das equipas municipais", acrescentou.
Segundo o mais recente relatório de atividades do Gabinete de Proteção Civil e Defesa da Floresta da Câmara Municipal, entre janeiro e agosto foram dedicados 48 dias de trabalho exclusivamente à identificação e destruição de ninhos desta espécie invasora, que causa impactos negativos na apicultura, no ambiente e na biodiversidade.
Para o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, "este é um trabalho que exige empenho permanente, rapidez de atuação e proximidade com os cidadãos".
"Esta evolução demonstra, por um lado, a persistência da presença da vespa velutina no território e, por outro, a eficácia do trabalho de deteção precoce e de resposta desenvolvido pelo Município, em estreita articulação com a população", evidenciou.
Segundo o autarca, o combate à vespa asiática constitui "uma das prioridades do Município no âmbito da proteção civil e da preservação ambiental".
"A identificação e destruição de ninhos de vespa no concelho é sinal de que as pessoas estão despertas e atentas para este problema, uma vez que, na maioria das vezes, é a população que primeiramente identifica os ninhos, dando o alerta para os serviços municipais", referiu.
O método de combate utilizado recorre, maioritariamente, a uma espingarda de paintball, que permite atingir os ninhos localizados nas copas mais altas das árvores, utilizando munições com uma substância específica que assegura a sua destruição.
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