Tonga nomeia diplomata equatoriana Ivonne A-Baki como candidata na ONU
E x-ministra do Comércio Exterior do Equador e antiga embaixadora na França, no Qatar e nos Estados Unidos, Ivonne A-Baki junta-se agora a um grupo crescente de candidatos ao cargo de secretário-geral da organização internacional, que tem sido afetada por divisões globais e problemas orçamentários.
Filha de libaneses, a diplomata desempenhou um papel fundamental na mediação do diálogo entre o Equador e seu rival tradicional, o Peru.
Até ao momento, cinco mulheres e três homens estão na disputa para suceder ao português António Guterres, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro de 2026.
Ao nomear Ivonne A-Baki, o Tonga enalteceu a "experiência, a habilidade diplomática e a integridade" da diplomata, competências que o reino insular do Pacífico Sul considerou necessárias para mobilizar a organização e a comunidade internacional com o objetivo de fortalecer o multilateralismo e promover os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.
O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se no mês passado para a primeira "votação informal" para secretário-geral da ONU, e a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan liderou a primeira ronda de votação à porta fechada, segundo fontes diplomáticas.
No total, são candidatos ao cargo a antiga presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, o ex-presidente senegalês Macky Sall, a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros do Equador María Espinosa Garcés, a diplomata da Guiana Carolyn Rodrigues Birkett, o diplomata ugandês Olara Otunnu e, a partir de hoje, a diplomata equatoriana Ivonne A-Baki.
Mesmo que um candidato obtenha o apoio necessário de nove membros do Conselho de Segurança --- órgão que seleciona o próximo chefe da ONU antes de a sua nomeação ser aprovada pela Assembleia Geral --- terá também de evitar o veto de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), que ainda não manifestaram preferências.
Assim que um candidato supere esses obstáculos, o seu nome será encaminhado à Assembleia-Geral da ONU para confirmação.
Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.
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