Flávio reúne-se com influenciadores digitais para conquistar eleitores
O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais, para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.
"Mais do que nunca as pessoas conseguem enxergar que o Brasil tem dois caminhos», destacou Flávio Bolsonaro, perante os 400 formadores de opinião, que, de acordo com a campanha do candidato, têm cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais.
Fora da agenda oficial de campanha e à porta fechada a jornalistas, para alinhar o discurso e produzir conteúdos para redes sociais, o evento promovido pelo 'coach' Pablo Marçal contou com várias figuras como o recém-eleito deputado federal por São Paulo Lucas Pavanato e a recém-eleita deputada estadual Eduarda Campopiano, que construíram parte da sua notoriedade nas redes sociais, com vídeos e publicações de forte alcance sobre temas políticos e sociais.
Lucas Pavanato ganhou projeção com confrontos que viralizam e posições contra temas identitárias e políticas ligadas à identidade de género, já Eduarda Campopiano destacou-se pelas críticas ao feminismo e à chamada "ideologia de género".
Flávio Bolsonaro gravou vídeos com os influenciadores presentes, no encontro que contou com a presença de nomes como o empresário do mundo fitness Renato Cariani e o ator e vencedor do 'Big Brother' Brasil Arthur Aguiar.
De acordo com a imprensa local, Pablo Marçal, responsável por parte da estratégia de Flávio Bolsonaro nesta segunda volta, apelou a que os influenciadores vendam esperança, «prosperidade que gera prazer, mas [...] tem que vender o medo».
Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo», afirmou, de acordo com o portal G1.
As redes sociais têm assumido um papel de destaque nesta campanha, com as duas candidaturas a apostarem na mobilização de apoiantes e na circulação de conteúdos.
Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
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