A tempestade chegou mais cedo, mas o segredo estava no banco
Antes da tormenta europeia, mais um jogo grande em Itália. Depois de ter somado duas vitórias no arranque da Serie A, o AC Milan perdeu os primeiros pontos na deslocação a casa da Juventus, num duelo em que a equipa de Ruben Amorim esteve em vantagem com um golo do “menino” Alphadjo Cissé, mas viria a sofrer o empate no tempo de compensação, por intermédio de Federico Gatti (1-1). Apesar desse momento de infelicidade, os sinais da nova versão dos rossoneri continuaram a ser positivos, numa altura em que o calendário ia começar a apertar e a equipa de Milão passava a jogar de três em três dias, começando com a receção ao Benfica na próxima quarta-feira, num duelo de Liga Europa que fazia lembrar as noites de Liga dos Campeões. Antes de voltar ao San Siro, Amorim tinha pela frente mais uma deslocação difícil, a casa da Lazio que tinha vencido os três primeiros jogos.
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“Vamos defrontar um adversário muito agressivo, com uma identidade muito clara. É uma Lazio que está muito confiante. O futebol às vezes é curioso: a Lazio começou mal na Taça de Itália [eliminada em casa pelo Mantova da Serie B] e depois venceu três vezes no Campeonato. [Gennaro] Gattuso é uma lenda e representa uma imagem importante para o AC Milan: o talento não é tudo, é preciso também agressividade e paixão, que talvez tenham faltado nos últimos anos e que são necessárias para superar os problemas. Em Turim, não jogámos bem enquanto equipa. Se se perdem tantas bolas sem que haja pressão, isso significa que há problemas. Se o [Gonçalo] Ramos tocou poucas vezes na bola, foi porque faltou ligação coletiva. Ele pode ter um desempenho muito bom e sabemos o que fazer, mas é preciso que todos melhorem”, explicou o treinador de 41 anos.
No treino realizado em Milanello que antecedeu a viagem até Roma, Ruben Amorim contou com notícias positivas, já que Matteo Gabbia voltou a treinar com a equipa, recuperando de uma inflamação no tornozelo. Ainda assim, Mario Gila, Koni de Winter e Strahinja Pavlovic mantiveram os seus lugares no centro da defesa, à frente de Mike Maignan. No meio-campo, Luka Modric manteve o seu lugar, mas contou com Adrien Rabiot ao seu lado, com Samuel Chukwueze e Pervis Estupiñán nas laterais. No ataque estava confirmada de antemão a titularidade de Ramos, que desta feita foi apoiado por Cissé e Ruben Loftus-Cheek. Na Lazio, Nuno Tavares foi titular e Diogo Leite começou no banco.
O jogo arrancou a todo o gás e, logo a abrir, o AC Milan ficou perto do golo, valendo Christos Mandas a fazer uma grande defesa a remate de Chukwueze (4′). A equipa da casa respondeu da melhor forma, numa jogada em que Mattia Zaccagni fugiu à marcação na esquerda e cruzou para o segundo poste, onde Matteo Cancellieri apareceu a completar para o golo, depois de se ter antecipado a Estupiñán (10′). A partir daí o jogo continuou de sentido único e amplamente dominado pela equipa romana, que quase dobrou a vantagem pouco depois, quando Maignan saiu da baliza para impedir o golo de Mattia Zaccagni (21′).
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