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Economia

A Aliança depois da Aliança

Jornal Económico ·
A Aliança depois da Aliança

As alianças não morrem quando são dissolvidas.

Morrem quando a garantia deixa de ser crível.

O tratado continua em vigor, as cimeiras realizam-se, e a aliança pode já não existir, se ninguém de fora acreditar que funcione.

A dissolução é um acto jurídico, a morte é um facto psicológico.

A NATO assenta em dois pressupostos, uma ameaça e um pilar.

A ameaça é a Rússia, o pilar são os Estados Unidos.

O caso americano tem uma singularidade que nenhum manual previu: o pilar pode tornar-se simultaneamente pressuposto e ameaça, como a Gronelândia demonstra.

O garante a cobiçar o território de um membro é uma figura para a qual o tratado não tem resposta, porque foi escrito a assumir que o perigo vinha de fora.

A saída formal é improvável, porque a legislação de 2023 condiciona-a ao Congresso.

Resta o esvaziamento sem saída, já em curso, a garantia que permanece no papel e deixa de ser crível na prática.

Daí o dilema de Bruxelas: preparar abertamente a alternativa acelera a ruptura, não a preparar é ficar refém dela.

O segundo gatilho não é americano, é francês, e tem data.

As duas extremas convergem na saída por caminhos opostos.

Em Janeiro de 2026, o grupo parlamentar da France Insoumise depositou uma resolução para retirar a França da NATO, começando pelo comando integrado, e Marine Le Pen afirma que sairia desse comando se eleita em 2027.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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