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Afinal, Segurança Social tem défice de 1,9 mil milhões. Grupo de trabalho alerta para “ilusão” dos excedentes

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Afinal, Segurança Social tem défice de 1,9 mil milhões. Grupo de trabalho alerta para “ilusão” dos excedentes

Os especialistas escolhidos pelo Governo para estudar a sustentabilidade da Segurança Social alertaram, esta terça-feira, que os excedentes que têm sido anunciados nos últimos anos são uma “ilusão” , que resulta de não se ter em conta, por exemplo, os encargos da Caixa Geral de Aposentações (CGA).

O grupo de trabalho calcula que, considerando o saldo da Segurança Social e da CGA, o défice rondava os 1.944 milhões de euros no final de 2025 .

Nos últimos anos, têm sigo registados excedentes no sistema da Segurança Social, o que poderia “sugerir uma posição confortável “, reconheceu Jorge Bravo, coordenador do grupo de trabalho, numa apresentação em Lisboa.

“ Mas esta é uma leitura incorreta, incompleta e pode criar ilusão “, atirou o mesmo.

Grupo propõe complementar a pensão através de dívida pública Ler Mais Isto porque esse superavit , esclareceu o também professor, é resultado, primeiro, dos descontos dos funcionários públicos que passaram da CGA para a Segurança Social (quando o regime público fechou no final de 2025), mas também dos fluxos migratórios e expansão do emprego e salários , e do próprio desenho do sistema.

Ora, se juntarmos os saldos do sistema previdencial da Segurança Social com os saldos da CGA, temos um saldo conjunto negativo em todos os anos .

“ Nunca foi positivo “, garantiu Jorge Bravo.

Por exemplo, no final de 2025, o saldo “mais transparente” seria de cerca de 1.944 milhões de euros negativos , calculou o professor, que insistiu que a leitura recente de que o saldo da Segurança Social (individual) é positivo tem sido ilusória.

Esta abordagem tem gerado discórdia há vários anos, com aqueles que se opõem a esta visão a defender que o défice da CGA não deve ser tido em conta no cálculo do saldo da Segurança Social .

Perante este cenário, os especialistas apresentaram uma série de propostas, como a correção do mecanismo de atualização das pensões (de modo a garantir que todos os pensionistas veem as suas reformas atualizadas, pelo menos, à inflação), a criação de contas notoriais de contribuição definida (que promoveria a transparência nas carreiras contributivas), um regime de reforma parcial flexível e a criação de uma garantia integrada para a velhice , que garantiria que o patamar mínimo é superior para quem contribuiu mais para o sistema.

Apresentado relatório sobre pensões.

O que defendia último? Ler Mais Já no que diz respeito aos regimes complementares, os peritos defenderam esta terça-feira a criação de planos de pensões profissionais de adesão automática e voluntária, de contas de poupança-reforma para crianças e joven s, de esquemas de poupança através de dívida pública, de esquemas baseados na poupança através do consumo voluntário e ainda de esquemas baseados no uso do património imobiliário para fins previdenciais.

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