Ex-Presidente da Arménia Robert Kocharian em prisão preventiva
A porta-voz do Comité Anti-Corrupção, Marina Ojanjanian, disse que o pedido da acusação foi atendido pelo juiz Sarguis Dadoyan que impôs a medida cautelar contra Robert Kocharian.
O ex-Presidente começou a ser julgado na quarta-feira, mas teve de ser transportado para um hospital devido a problemas de saúde. Contudo, a sessão do julgamento não foi interrompida.
Robert Kocharian e o filho Sedrak Kocharian foram detidos na terça-feira pelas autoridades arménias após a realização de buscas às respetivas residências.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinyan, envolveu-se num confronto verbal com Levon Kocharian, um outro filho do antigo presidente e membro do partido da oposição Arménia, que acusou o primeiro-ministro de ser um traidor "que acabou com Artsakh" (designação arménia da região do Nagorno-Karabakh).
Pashinyan ameaçou processar e confiscar os bens do ex-Presidente "para que não sejam herdados pelos filhos e pelos netos".
O atual líder arménio exigiu ainda a Robert Kocharian e aos filhos justificações sobre a origem da fortuna milionária que detém.
Na resposta, Levon Kocharian acusou Pashinyan de despotismo contraste com "os padrões europeus e a democracia".
Levon Kocharian alegou que a detenção do pai e as buscas policiais poderiam estar relacionadas com as declarações contra o atual Chefe de Estado.
Entretanto, foi também detido Serzh Sargsyan, o terceiro Presidente da Arménia, que sucedeu a Kocharian e que está a ser investigado por corrupção.
A 07 de julho, o partido no poder (Contrato Civil), de Pashinyan, venceu as eleições legislativas garantindo presença no Parlamento de Erevan.
Durante a campanha eleitoral, Pashinyan afirmou que "o ladrão deve estar na prisão", referindo-se a Robert Kocharyan que enfrenta várias acusações criminais desde 2018.
Pashinyan, um dos líderes dos protestos antigovernamentais na Arménia em 2008, negou que a perseguição aos ex-Presidentes estivesse relacionada com motivos pessoais.
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