quinta-feira, 27 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Mundo

Islândia decide no sábado em referendo se reabre negociações para adesão à UE

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Islândia decide no sábado em referendo se reabre negociações para adesão à UE

E sta é a segunda vez que a Islândia, país com cerca de 400.000 habitantes, equaciona tornar-se Estado-membro da UE, depois de ter apresentado a candidatura à adesão em 2009, na sequência da crise financeira que devastou a economia do país, tendo as negociações arrancado formalmente no ano seguinte.

No entanto, ao fim de vários anos de negociações, com a chegada ao poder de uma coligação eurocética e com a economia já mais estabilizada, Reiquejavique decidiu abandonar a candidatura, enviando uma mera carta a Bruxelas a dar conta de que já não tencionava aderir ao bloco comunitário.

Onze anos volvidos, a adesão à UE volta a ser colocada sobre a mesa e os habitantes da pequena ilha vulcânica no meio do Atlântico Norte são chamados às urnas para responder à questão: "A Islândia deve reabrir as negociações de adesão à União Europeia?".

A consulta de sábado não incide, por isso, sobre a adesão em si, mas sim sobre a reabertura das negociações com Bruxelas, e caso o "sim" vença, um acordo a que Islândia e UE cheguem terá de ser submetido a um novo referendo e exigiria provavelmente uma alteração da Constituição islandesa, bem como a ratificação pelos 27.

"As pessoas devem encarar isto como uma oportunidade, não como uma decisão definitiva", sublinhou, esta semana, a primeira-ministra islandesa, Kristrun Frostadottir, argumentando que "um 'sim' reduziria os riscos", pois "toda a gente gostaria de saber o que o futuro reserva", e, nesse caso, haveria num futuro próximo "um acordo concreto em cima da mesa e respostas a todas as questões que se colocam", para então o povo islandês se pronunciar em definitivo.

"As pessoas terão a primeira palavra e terão a última palavra", reforçou.

Esta segunda oportunidade de a Islândia aderir ao bloco comunitário começou a ganhar forma em 2024, quando chegou ao poder uma coligação governamental pró-europeia e que incluiu no acordo de coligação o compromisso de realizar um referendo sobre o reinício das negociações de adesão.

Essa consulta estava originalmente prevista para 2027, mas foi precipitada por vários desenvolvimentos económicos e geopolíticos importantes, com destaque para a ameaça de Donald Trump de tomar pela força a Gronelândia, território autónomo dinamarquês vizinho, numa altura em que o Ártico é muito cobiçado devido aos minerais raros e novas rotas comerciais.

As ameaças de Trump tiveram um impacto muito particular na Islândia, cuja defesa é assegurada pelos Estados Unidos e pela NATO, até porque, discursando no Fórum de Davos, no início do ano, o Presidente norte-americano enganou-se e por quatro vezes referiu-se à Gronelândia como Islândia.

Apesar de a Casa Branca ter sublinhado que se tratou de uma 'gaffe', os islandeses também não esqueceram as declarações do novo embaixador dos Estados Unidos em Reiquejavique, William Long, que, ao assumir funções, disse em tom de brincadeira que a Islândia poderia tornar-se o 52.º estado dos EUA e ele seria o governador.

Ler a notícia completa no Notícias ao Minuto - Mundo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

Este assunto em outros veículos

Mais de Notícias ao Minuto - Mundo

Ver tudo ›

Mais em Mundo

Ver tudo ›